O renomado cabeleireiro Cristiano Galego, conhecido como o “Rei das Loiras”, revelou que devolveu mais de R$ 70 mil a clientes e apresentou 57 comprovantes de pagamento após ser acusado de estelionato no último mês, em Curitiba. Ao todo, foram 26 boletins de ocorrência contra o profissional.

A defesa de Galego, representada pelo advogado Igor Ogar, é enfática ao afirmar que o que muitos chamaram de “golpe” foi, na verdade, um descontrole gerado por um quadro clínico psicológico.
“A razão que levou a esse descontrole foram razões de cunho psíquico, psiquiátrico, psicológico e temporário que ele estava passando”
iniciou Igor Ogar em entrevista coletiva.
O advogado sustenta que, no auge da crise, o cabeleireiro era uma pessoa ‘inimputável‘, conforme comprovado por laudos médicos. Apesar dos 26 boletins de ocorrência registrados, a defesa reitera que nunca houve intenção de lesar o consumidor.
“O dolo é a vontade livre e consciente de prejudicar alguém para obter vantagem indevida. Isso não houve. Ele estava passando por problemas de saúde muito graves […] Certamente, eu não tenho dúvida alguma em dizer que ele não vai ser condenado”
afirma Igor.
Segundo Cristiano Galego, o descontrole financeiro e a ausência nos atendimentos foram agravados por um divórcio e um ataque cibernético. No entanto, o profissional revela que o casamento está sendo restaurado por Deus.
“Rei das Loiras” devolveu mais de R$ 70 mil a clientes
Dando provas de boa-fé, Cristiano Galego iniciou uma força-tarefa de devolução de pagamentos que ultrapassa a marca dos R$ 70 mil. Segundo o advogado, o empresário está devolvendo valores até para quem nunca reclamou formalmente.
Até o momento, foram realizados 57 pagamentos de devolução. Destes, a maior parte foi destinada a pessoas que sequer haviam registrado boletim de ocorrência, mas que foram detectadas no controle interno do salão, explica Igor Ogar. O ‘Rei das Loiras’ também garante que o ocorrido foi um ‘fato esporádico’.
“Vou dizer que quase a metade das pessoas que estão aqui não fizeram boletim de ocorrência e não haviam reclamado. Ainda assim, na detecção, ele conseguiu fazer esse controle e o pagamento”
pontua Igor Ogar.
Profissional renomado e requisitado tem carreira consolidada
Com um histórico de 40 mil cabeleireiros formados em 18 países e uma carteira de celebridades e duplas sertanejas, Galego revela que está se preparando para dar a volta por cima. O profissional também destaca que recebeu 26 reclamações diante dos mais de 600 atendimentos mensais e dos 300 vouchers vendidos em um único dia.
“Só para deixar tudo bem organizado. De reclamações, foram 26. Então, tudo isso foi gerado por conta de 26 reclamações”
disse Galego.
O adiamento de algumas agendas recentes, segundo o profissional, ocorreu apenas para organizar a inauguração de um novo espaço em Curitiba.
“Não abro mão de responsabilizar por conta dessas reclamações, mas nós já fizemos o nosso papel de honrar com todas e mais um pouco ainda para ter tempo de abrir o salão novo e mostrar para Curitiba que Cristiano Galego, com 23 anos de profissão, vai voltar com tudo”
garante o ‘Rei das Loiras’
Rei das Loiras é investigado
Em nota, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) informou que investiga um esquema de estelionato praticado “por meio da oferta fraudulenta de serviços de beleza em Curitiba”. Leia nota na íntegra:
“A PCPR investiga um esquema de estelionato praticado por meio da oferta fraudulenta de serviços de beleza em Curitiba. Até o momento, a investigação identificou ao menos 26 vítimas formalmente registradas, com prejuízo financeiro que ultrapassa R$ 15 mil.
A PCPR verificou que o investigado utilizaria um perfil em rede social com elevado número de seguidores para divulgar pacotes promocionais de “mechas capilares”, exigindo pagamento antecipado via PIX para garantir o agendamento. No entanto, após o recebimento dos valores, os serviços não eram prestados. As vítimas eram orientadas a comparecer a um espaço comercial localizado no bairro Cristo Rei, mas constatavam a ausência do profissional. Em diversos casos, as clientes relataram dificuldades para contato posterior, sendo bloqueadas em aplicativos de mensagens ou redes sociais.
A PCPR representou judicialmente por medidas cautelares, incluindo busca e apreensão, quebra de sigilo de dados e bloqueio de valores com o objetivo de aprofundar as investigações, identificar outras vítimas e preservar eventual ressarcimento dos prejuízos.
Na quinta-feira (2), equipes policiais realizaram diligências para cumprimento de mandados de busca, porém os endereços vinculados ao investigado encontravam-se desocupados.
As investigações prosseguem para localizar o suspeito, identificar eventuais coautores e outras possíveis vítimas.“
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