Muitas pessoas devem estar se perguntando nas últimas semanas sobre a varíola dos macacos. Será que estamos diante de “outra epidemia”, “outra pandemia”? Afinal, nós sequer vencemos a Covid-19 no Brasil. As incertezas sobre a doença assustam, no entanto, a informação de qualidade é a melhor arma para tirar todas as dúvidas.

Nós devemos nos preocupar com a varíola dos macacos?
Foto: Agência Brasil

De acordo com o infectologista e professor de Medicina da Universidade Positivo Dr. Marcelo Ducroquet, existem dois tipos de vírus da Monkeypox (varíola dos macacos) circulando no mundo inteiro. Na maioria dos países, o especialista destaca que o vírus que está circulando é de baixa mortalidade.

Segundo ele, a varíola dos macacos pode ser confundida com outras doenças como sífilis. Sendo assim, é possível que hajam muitos casos não registrados da doença. O Dr Marcelo destaca que a transmissão da doença parece ser baixa já que existe um contato prolongado para contaminação.

Em muitos casos, um paciente contraí a varíola dos macos por meio de contato íntimo. “Há contaminações relacionados a transmissão sexual”, reforça.

“É provável que a gente venha a ver muitos casos em Curitiba”, destaca

Com isso, o Dr Marcelo conclui que há motivo para preocupação e tensão por conta dessa doença. Contudo, o médico afirma que não há porque ter pânico.

Como a doença se manifesta?

Até o momento, o Brasil já registrou 17 casos da varíola dos macacos. A doença conta com sintomas que duram de duas a quatro semanas. O período de incubação (tempo desde a infecção até o início dos sintomas) é geralmente de 7 a 14 dias, mas pode variar de 5 a 21 dias.

O período de transmissão é de 1-2 dias antes da erupção das bolhas até que todas as crostas caiam/diminuam. A doença passa por várias fases diferentes. Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor de cabeça e inchaço dos linfonodos.

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