A Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal na última quarta-feira (15), investiga um amplo esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado. Os MCs Ryan SP e Poze do Rodo, assim como as produtoras GR6, Love Funk e Bololo Records, foram citados nos documentos da investigação. Oito das dez músicas mais ouvidas do Brasil, segundo o Spotify, estão ligadas às produtoras que são investigadas.

MC Ryan SP e MC Pode do Rodo juntos em foto. Eles são alvos da Operação Narco Fluxo
MC Poze do Rodo e Ryan Sp juntos. Foto: Reprodução/ Redes sociais

No top-10, apenas as canções “SWIN”, do BTS, e “Eu Te Seguro”, de Panda, não têm artistas ligados à investigação. Veja a lista abaixo com as músicas que estão entre as mais ouvidas do Spotify e a relação com os citados na Operação Narco Fluxo.

  1. “Famoso Ímã / O Poderoso Chatão” — envolve a GR6 e o MC Poze do Rodo, citado nominalmente.
  2. “Relíquia do 2T” — conta com participação de artista ligado à Bololo Records.
  3. “Carnívoro” — reúne nomes associados à GR6 e à Bololo Records.
  4. Amo Minha Favela” — faixa com artistas da Bololo Records.
  5. Gauchinha” — traz integrantes da Bololo Records, incluindo o MC Ryan SP.
  6. “Bola Uma Vela (Trava Chip)” — conecta artistas das produtoras GR6 e Bololo Records.
  7. Posso Até Não Te Dar Flores” — sucesso recente com nomes da Bololo Records e participação de MC Ryan SP.
  8. “Diário de um Cafajeste” — reúne artistas da GR6, da Bololo Records e o MC Ryan SP.
Foto que mostra as dez músicas mais ouvidas do Spotify
Veja o top-10 músicas mais ouvidas do Brasil. Foto: Reprodução

MC Ryan SP e MC Poze do Rodo foram presos pela PF

Os funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo foram presos pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (15), durante uma operação que investiga um amplo esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado.

A ação faz parte da chamada “Operação Narcofluxo”, que ocorre simultaneamente em diversos estados do país, incluindo o Paraná.

Entenda o que é a Operação Narco Fluxo

Operação Narco Fluxo foi deflagrada pela Polícia Federal com apoio da Polícia Militar de São Paulo para desarticular uma organização criminosa suspeita de operar um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e movimentação ilegal de valores.

Segundo as investigações, o grupo utilizava diferentes mecanismos para ocultar e dissimular recursos de origem ilícita, incluindo transporte de dinheiro em espécieoperações financeiras de alto valor e transações com criptomoedas. A Polícia Federal aponta que o esquema teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão desde 2023.

A operação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em diversos estados, além de recolher veículos, documentos e equipamentos eletrônicos que podem ajudar no aprofundamento das investigações.

Os suspeitos podem responder por crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas.

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