Os funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo foram presos pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (15), durante uma operação que investiga um amplo esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado. A ação faz parte da chamada “Operação Narcofluxo”, que ocorre simultaneamente em diversos estados do país, incluindo o Paraná.

Foto de MC Ryan SP e Poze do Rodo
Segundo a Polícia Federal, o esquema movimentou mais de R$ 1,6 bilhão. Fotos: Reprodução/Instagram.

De acordo com as autoridades, o cantor Poze foi detido em uma mansão, localizada no bairro Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro. Já MC Ryan SP foi preso em Bertioga, no litoral paulista.

A operação tem como objetivo desmontar uma estrutura criminosa especializada na ocultação e movimentação de recursos ilícitos, inclusive com o uso de criptomoedas. As investigações apontam que o grupo utilizava empresas de fachada, intermediários e operações financeiras complexas para disfarçar a origem dos valores.

MC Ryan SP e Poze presos em operação contra lavagem de dinheiro; grupo criminoso teria movimentado mais de R$ 1 bilhão

Segundo a Polícia Federal, o esquema movimentou mais de R$ 1,6 bilhão, com transações realizadas tanto no Brasil quanto no exterior. Além disso, há indícios de transporte frequente de grandes quantias em dinheiro vivo.

A operação mobilizou cerca de 200 agentes federais, que cumpriram aproximadamente 90 mandados judiciais, entre prisões temporárias e buscas e apreensões. As ordens foram expedidas pela 5ª Vara Federal de Santos (SP) e executadas em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Influenciador Chrys Dias também é alvo

Além dos artistas, a operação também tem como alvo o influenciador Chrys Dias. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos valores em espécie e diversos bens de alto padrão, incluindo relógios de luxo, bolsas de grife e veículos importados.

A Polícia Federal informou que as investigações são um desdobramento de apurações anteriores, que já indicavam a atuação do grupo em esquemas financeiros ilegais de grande escala. O caso segue em andamento.

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