A queda da árvore que matou Marcos Evangelista de Abreu, de 47 anos, em um trecho da BR-277, em Morretes, no litoral do Paraná, não foi acidental. Um laudo da Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmou que a árvore foi cortada com uma motosserra — ou alguma ferramenta similar — antes de despencar sobre dois carros, que seguiam para o litoral durante o feriado de Páscoa.

Marcos, que morreu na hora, viajava com a esposa, o filho de 12 anos e um amigo do garoto. A família seguia para Guaratuba, também no litoral do Estado, quando teve o carro atingido pelo tronco de árvore. Outros três ocupantes dos veículos atingidos ficaram feridos. O caso aconteceu no último dia 17. As informações são da RICtv.
Uma câmera instalada em um veículo registrou o momento exato em que a árvore cai na pista e atinge os veículos. Segundo relato de uma testemunha, o alerta de que a árvore havia sido cortada surgiu ainda no local do acidente. “Uma pessoa chegou pra mim na pista, me chamou de lado e falou: ‘Rapaz, a árvore está serrada’. Eu fui dar uma olhada, entrei no mato e constatei que havia outras árvores derrubadas do mesmo jeito”, contou Carlos, amigo de Marcos.
“Conforme constatações da perícia de local de acidente, o fator determinante para a ocorrência do sinistro foi a queda da árvore sobre a via, ocasionada pelo corte intencional mediante utilização de equipamento do tipo motosserra ou similar”, diz o laudo da PRF obtido pela RICtv.
A Polícia Civil identificou o responsável pelo terreno onde a árvore foi cortada: trata-se de uma empresa de extração de madeira. O delegado André Felipe da Silva informou que o local é particular e havia sido alugado justamente para a retirada das árvores.
“A única medida de contenção para evitar que houvesse esse acidente foi justamente o trator e a única corrente amarrada na árvore. Não foram adotadas medidas adicionais de segurança, como equipamentos de contenção, interrupção parcial do tráfego ou mesmo a comunicação prévia aos órgãos responsáveis pela rodovia”, disse ele.
O dono da madeireira já foi ouvido e o caso segue sendo investigado pela Polícia Civil. “O que estamos verificando é a responsabilidade penal de determinada pessoa pela morte e pelas lesões corporais causadas tendo em vista o corte da árvore”, concluiu André Felipe da Silva.
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