Um alto número de acidentes com motos em um curto intervalo de tempo pressionou os atendimentos de urgência em Curitiba na tarde deste sábado (21). Em somente cerca de uma hora e meia, o Corpo de Bombeiros atendeu 12 ocorrências envolvendo motociclistas na capital.
Às 16h53, a reportagem da Banda B esteve em frente ao Hospital do Trabalhador, referência em trauma, e encontrou 12 ambulâncias paradas no entorno do pronto-socorro. Viaturas do Siate, Samu, prefeituras da Região Metropolitana e até particulares formavam fila para a liberação dos pacientes. Parte dos veículos chegou a aguardar em uma via rápida.
Pouco tempo depois, por volta das 17h25, a Banda B apurou que o número havia caído para três ambulâncias no local, o que reforça o caráter dinâmico da situação.
Além do Hospital do Trabalhador, o Hospital Universitário Cajuru também registrou grande procura por atendimentos relacionados a acidentes neste sábado. Havia ambulâncias aguardando do lado de fora da unidade.
“O Hospital Universitário Cajuru informa que, neste sábado (21), atua com restrição no atendimento a casos de alta e baixa complexidade, reflexo do aumento na demanda por atendimentos em Curitiba e região nos últimos dias”, disse a administração do hospital, em nota.
Já o Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, outro que recebe vítimas de trânsito, foi procurado, mas não retornou até a publicação desta reportagem.
Acidentes em Curitiba e lotação em hospitais: Saúde diz que cenário é dinâmico
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) confirmou aumento expressivo nos atendimentos por traumas neste sábado. Segundo o órgão, houve momentos de maior tempo de espera, mas não houve paralisação nos serviços.
“[…] Houve um aumento significativo no número de atendimentos por traumas na capital, resultando em um fluxo intenso nos hospitais da região que possuem pronto-socorro. Em alguns momentos, essa demanda elevada ocasionou maior tempo de espera, mas não houve paralisação no atendimento do Hospital do Trabalhador. Todos os pacientes seguem sendo atendidos”, diz trecho do comunicado.
A secretaria estadual também reforçou que não há falta de assistência, mesmo com a alta demanda.
Já a Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, responsável pelo Samu, classificou a situação como pontual. Segundo o órgão, o acúmulo de ambulâncias ocorre quando há aumento repentino de casos graves, principalmente acidentes e episódios de violência.
Ainda conforme a pasta, pacientes em estado mais crítico, considerados “vaga zero”, têm prioridade imediata, enquanto casos menos graves podem aguardar. Apesar do cenário, a maioria dos atendimentos segue dentro do tempo considerado adequado.
Os órgãos de saúde, contudo, destacam que o fluxo é variável ao longo do dia e que as equipes trabalham para absorver a demanda conforme a gravidade de cada caso, sem registro de falta de vagas na rede.
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