O Ministério Público do Paraná (MPPR) e os advogados que fazem a defesa da família de Daniel Corrêa Freitas encerraram, por volta das 16h10, a primeira etapa de debates no júri que ocorre no Fórum de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Durante a exposição, eles pediram a condenação dos sete acusados envolvidos no crime.

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Nilton Ribeiro e Ministério Público já falaram nos debates (Foto: Banda B)

“Vocês [jurados] serão os árbitros do último jogo de Daniel. Ele não era um abusador, sempre foi um bom filho e não viu a filha crescer. Filha, aliás, que toda noite beija o quadro do pai e não sabe porquê ele se foi. Era um menino do bem, que entrou em uma fria ao ir para a casa de seus algozes”, afirmou.

Durante a fala, Ribeiro citou os depoimentos dos réus e destacou que a única pessoa que realmente perdeu a vida foi Daniel.

“Todos chegaram e choraram, dizendo que acabaram com a vida deles, mas não. Senhores, eles acabaram com a vida do Daniel. Eles não agiram por violenta emoção, e tiveram cerca de uma hora para pensar no que fariam”, disse.

A fala mais longa feita aos jurados, porém, foi a do promotor João Milton Salles.

Um dos pontos de destaque da fala foi o tempo em que a Família Brittes permaneceu na casa e o planejamento para que não fosse descoberta.

“Após o crime, ainda fizeram um estrogonofe. Eles estavam tão preocupados, que pararam para comer”, disse.

O estrogonofe, segundo relatos da época do crime, foi preparado por Evellyn Brisola Perusso, a pedido de Edison Brittes.

Durante a explanação, Salles exibiu as provas recolhidas e pediu a condenação.

“Os réus devem ser condenados pelos crimes que foram denunciados, pois as provas mostram todo o embasamento”, concluiu.

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