O corpo da adolescente Emillyn Richalski Tracz, de 17 anos, que foi torturada e morta na frente da mãe, na madrugada desta quinta-feira (12) em Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), está sendo velado em Fazenda Rio Grande, na manhã desta sexta-feira (13). O sepultamento está programado para 13h.

Tio de adolescente torturada e morta na frente da mãe revela detalhes e lamenta: 'Menina 100%'
Emillyn Richalski Tracz morreu aos 17 anos.
Foto: Reprodução Redes Sociais.

A mãe da vítima, Daniele Richalski Favaro, 41, foi assassinada na sequência. O caso ainda é um mistério. Ele é investigado pela Delegacia de Polícia Civil de Campo Largo.

Emellyn morava com os avós e o pai em Fazenda Rio Grande e visitava a mãe, os irmãos mais novos e o padrasto, em Campo Largo. A adolescente era estudante do magistério e se formaria em 2024. Ela fazia estágio em uma escola e era muito bem quista por todos, como relatou um tio por parte de pai, Cesar Rodrigues dos Santos, para a reportagem da Banda B esta manhã.

“Uma menina 100%. A mãe dela também. Não tem nada que desabonasse ela. E, de repente, ela foi só visitar a mãe, porque ela não tinha passado o final de ano com ela, e nos pegou nessa tragédia. Sem explicação […] Ela foi torturada brutalmente”,

lamenta o tio.

O velório de Daniele acontece no Cemitério Santo Expedito, em Campo Largo. O enterro será às 15h.

Tio de adolescente aponta inconsistências no caso

A Polícia Civil de Campo Largo trabalha com várias hipóteses para o crime. As investigações iniciais apontam, como informou o investigador Rodrigo Podegurski à Banda B na quinta, que o padrasto de Emellyn estava na casa e teria escapado.

O homem disse aos policiais que viu dois homens chegarem encapuzados e teria tentado fechar a porta, mas que ela foi arrombada e fugiu pelos fundos. A conversa inicial, no entanto, não convenceu Podegurski, comentou ele.

“Diz que pulou a janela e escutou as pessoas pedindo pelo celular das vítimas, aí escutou os disparos. Começamos a investigação e conversei com ele, uma conversa que não convence, pois ninguém vem encapuzado às 2h, metendo o pé na porta, e executando pessoas para levar o celular, alguma coisa está errada nessa história”,

afirmou o investigador.  

O tio de Emellyn também conta que não está convencido com a versão do marido de Daniele. “Pelo que a gente ficou sabendo, há muita inconsistência nesse caso. Para os policiais, ele disse que saiu pela porta. Para a madrasta da menina, ele disse que saiu pela janela. Só que o policial falou para a madrasta dela que as janelas estavam todas trancadas com cadeado”, afirmou.

Tio de adolescente torturada e morta na frente da mãe revela detalhes e lamenta: 'Menina 100%'
Daniele Richalski Favaro, 41, e Emillyn Richalski Tracz, 17.
Fotos: Reprodução Redes Sociais.

Cesar não era próximo do marido de Daniele, conta que conhecia apenas de vista. Por viverem em cidades diferentes, o contato pessoalmente quase não existia. Segundo Cesar, a cunhada “era uma pessoa amigável e prestativa”.

“A gente convivia muito pouco, ela tinha a vida dela em Campo Largo, tinha a família dela. Como também tínhamos nossa vida aqui, o contato era mais por telefone, pessoalmente era muito pouco. Da pessoa que estava com ela e que fugiu, não temos como relatar.”

Cesar relatou ainda que soube que o filho de Daniele e uma outra criança estavam dentro do banheiro na hora do crime. “O menino tem um grau de autismo. Ele vinha em casa passar finais de semana com a Emellyn. A gente ficou sabendo que os dois estavam dentro do banheiro. São coisas inexplicáveis, porque ninguém sabe quem colocou as crianças no banheiro”, afirmou.

Mistério e tristeza

O tio descreve Emellyn como uma pessoa doce e não sabe o que pode ter motivado o crime. Segundo ele, a sobrinha nunca relatou nada sobre ameaças ou qualquer situação semelhante. “Nunca ficamos sabendo de nada parecido. Ela se dava com todas as pessoas, se dava bem com todo mundo.”

Como era de costume, Emellyn saiu de casa em Fazenda Rio Grande para ver a mãe, em Campo Largo, passadas as festas de fim de ano. O tio contou que ela falou para a tia: ‘Vou lá na mãe e quinta-feira eu volto. “A data que ela falava que ia voltar ela voltava, tanto que voltou ontem, quinta-feira, mas não da forma como a gente gostaria.”

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