Cerca de 30 policiais da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP) foram para as ruas nesta terça-feira (26) para  cumprir mais de dez mandados de busca e apreensão de veículos em Curitiba e Região Metropolitana. A ação de fiscalização, desencadeada pela Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) da Capital, foi para recuperar carros comprados muitas vezes por pessoas de “boa fé” e honestas. Os automóveis com mandados de apreensão tinham peças de carros batidos para “esquentarem” carros furtados.

O delegado Victor Bruno da Silva Menezes explica como a quadrilha age. “Estamos investigando a quadrilha há cerca de dois meses. Eles seguem um padrão. Buscam veículos sinistrados, bastante danificados, para retirar peças “quentes” e colocá-las em veículos furtados e roubados. Logo depois, conseguem documentos falsos e placas frias para vender o carro a pessoas de boa fé, que compram sem saber que o veículo é roubado”, explicou.

Os automóveis originais seriam comprados pelos bandidos por preços simbólicos, por tratar-se de veículos batidos, e em seguida remontados com peças e partes de carros furtados. A equipe espera apreender mais de 15 veículos adulterados até o final da ação. “Nosso objetivo é prender e responsabilizar a pessoa suspeita de modificar os automóveis com materiais provenientes de crime”, completou.

Os proprietários dos carros furtados, mesmo agindo de boa fé, perderam os veículos apreendidos. Até o fechamento desta reportagem nenhum responsável pelo golpe havia sido preso.

Alerta

O delegado Menezes faz um alerta às pessoas que colocam carros à venda pela internet. “Ao anunciar o veículo para venda na internet, não identifique a placa nas fotos. Essas organizações usam estas informações para replicar a placa de maneira fria, que muitas vezes acabam circulando como clones nas ruas”, alerta.

 

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