O técnico de enfermagem preso sob a suspeita de abusar sexualmente de um adolescente de 13 anos em um posto de saúde de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, afirmou em depoimento que a conduta teve “intuito educativo e profissional”. O caso aconteceu nesta quarta-feira (18), e a identidade do suspeito não foi divulgada.

Segundo o relato, ele disse que pretendia verificar o desenvolvimento físico do adolescente, que, na avaliação dele, aparentava ter menos idade. O crime aconteceu enquanto a vítima era vacinada em uma sala do posto de saúde, após a mãe precisar se ausentar por alguns minutos.

Foto ilustrativa mostra profissional da saúde apliucando vacina em braço de uma pessoa, em alusão ao caso do técnico de enfermagem preso por abusar de adolescente em Piraquara
Adolescente foi vítima de abuso enquanto recebia vacina em posto de saúde. Foto ilustrativa: Fernando Frazão/Agência Brasil

Ao sair do posto, o garoto relatou à mãe, em prantos, que o técnico havia tocado em suas partes íntimas e feito perguntas invasivas sobre sua genitália.

“Ele falou que o técnico fez perguntas sobre o órgão genital dele e pediu para baixar a calça. Ele baixou. Depois, assustado, subiu a calça e sentou. Novamente, o técnico pediu para ele colocar o pênis para fora, manipulou e expôs a glande”, disse o delegado Joarez Filho.

Logo após ser comunicada sobre o crime, a mãe avisou a gerência do posto de saúde e acionou a Polícia Civil. Os policiais foram até a unidade e conseguiram prender o técnico de enfermagem no próprio consultório.

Técnico de enfermagem preso por abuso tem contradições

Após alegar que a prática tinha “intuito educativo e profissional”, justificando que desejava verificar o desenvolvimento físico do adolescente por ele aparentar menos idade, a Polícia Civil identificou elementos que contradizem a versão do suspeito.

investigação apontou elementos que contradizem a defesa: o procedimento de vacinação não requer o exame dos órgãos genitais. O suspeito não realizou nenhum encaminhamento médico ou registro em prontuário sobre a suposta “avaliação”. A mãe não foi informada nem solicitada a autorizar qualquer exame físico adicional além da aplicação da vacina.

“​A Polícia Civil ressalta a importância da colaboração da população com as autoridades, repassando informações de forma ágil para garantir a eficácia das investigações. A agilidade no relato dos fatos é fundamental para a interrupção de ciclos de abuso e proteção de outras vítimas”, disse a corporação.

O que diz a Prefeitura de Piraquara

Em nota enviada à Banda B, a Prefeitura de Piraquara informou que equipes da administração municipal se deslocaram imediatamente até a Unidade de Saúde Tia Tiana para apurar o ocorrido após tomar conhecimento sobre o caso.

Segundo o órgão, a conduta do servidor será apurada por meio de processo administrativo. Ele foi afastado preventivamente das funções. “O Município está prestando todo o apoio necessário à família envolvida e se coloca à disposição das autoridades competentes para colaborar integralmente com as investigações”, disse, em nota.

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