O técnico de enfermagem preso sob a suspeita de abusar sexualmente de um adolescente de 13 anos em um posto de saúde de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, afirmou em depoimento que a conduta teve “intuito educativo e profissional”. O caso aconteceu nesta quarta-feira (18), e a identidade do suspeito não foi divulgada.
Segundo o relato, ele disse que pretendia verificar o desenvolvimento físico do adolescente, que, na avaliação dele, aparentava ter menos idade. O crime aconteceu enquanto a vítima era vacinada em uma sala do posto de saúde, após a mãe precisar se ausentar por alguns minutos.

Ao sair do posto, o garoto relatou à mãe, em prantos, que o técnico havia tocado em suas partes íntimas e feito perguntas invasivas sobre sua genitália.
“Ele falou que o técnico fez perguntas sobre o órgão genital dele e pediu para baixar a calça. Ele baixou. Depois, assustado, subiu a calça e sentou. Novamente, o técnico pediu para ele colocar o pênis para fora, manipulou e expôs a glande”, disse o delegado Joarez Filho.
Logo após ser comunicada sobre o crime, a mãe avisou a gerência do posto de saúde e acionou a Polícia Civil. Os policiais foram até a unidade e conseguiram prender o técnico de enfermagem no próprio consultório.
Técnico de enfermagem preso por abuso tem contradições
Após alegar que a prática tinha “intuito educativo e profissional”, justificando que desejava verificar o desenvolvimento físico do adolescente por ele aparentar menos idade, a Polícia Civil identificou elementos que contradizem a versão do suspeito.
A investigação apontou elementos que contradizem a defesa: o procedimento de vacinação não requer o exame dos órgãos genitais. O suspeito não realizou nenhum encaminhamento médico ou registro em prontuário sobre a suposta “avaliação”. A mãe não foi informada nem solicitada a autorizar qualquer exame físico adicional além da aplicação da vacina.
“A Polícia Civil ressalta a importância da colaboração da população com as autoridades, repassando informações de forma ágil para garantir a eficácia das investigações. A agilidade no relato dos fatos é fundamental para a interrupção de ciclos de abuso e proteção de outras vítimas”, disse a corporação.
O que diz a Prefeitura de Piraquara
Em nota enviada à Banda B, a Prefeitura de Piraquara informou que equipes da administração municipal se deslocaram imediatamente até a Unidade de Saúde Tia Tiana para apurar o ocorrido após tomar conhecimento sobre o caso.
Segundo o órgão, a conduta do servidor será apurada por meio de processo administrativo. Ele foi afastado preventivamente das funções. “O Município está prestando todo o apoio necessário à família envolvida e se coloca à disposição das autoridades competentes para colaborar integralmente com as investigações”, disse, em nota.
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