Por Felipe Ribeiro e Antônio Nascimento

Os quatro estão à disposição da Justiça (Foto: Antônio Nascimento - Banda B)Os quatro estão à disposição da Justiça (Foto: Antônio Nascimento – Banda B)

O suspeito pela morte do cabo do Exército Giovanni Porcides, de 22 anos, foi preso nesta terça-feira (14) e afirmou à polícia que não imaginava que o tiro seria fatal. De acordo com o delegado Miguel Stadler, Alexandre de Souza, de 19 anos, chegou a fugir com a namorada para Telêmaco Borba, no interior do estado, onde acabou detido. Além dele e da namorada, outros dois envolvidos no crime – que ocorreu na saída de um bar no bairro Alto da XV, em Curitiba – também foram detidos.

“O trabalho agora é verificar a participação de cada um no crime. Foi feito um esforço muito grande por parte da polícia que resultou neste cumprimento de mandados de prisão temporária (válido por 30 dias). O suspeito reservou-se ao direito de falar apenas em juízo, mas comentou que não imaginava que o tiro seria fatal”, disse Stadler.

Giovanni teria pedido desculpas por discussão (Foto: Reprodução)Giovanni teria pedido desculpas por discussão (Foto: Reprodução)

Segundo a delegada Ana Cláudia Machado, a motivação do crime teria sido a briga de trânsito, como já era apontada anteriormente. “O Porcides estava com alguns amigos impedindo a passagem dos dois carros, o que iniciou a discussão. Testemunhas contaram que a vítima chegou a pedir desculpas, mas mesmo assim foi assassinada”, comentou.

Além de Alexandre, foram presos: Beatriz dos Santos Dias, de 19 anos; Maike Wesley Born Ferreira, de 22; e Laila Carvalho Picanço, de 20.

O advogado de defesa de Alexandre, Brunno Pereira, garantiu que o atirador agiu em legítima defesa. “O Alexandre foi agredido pelo Giovanni, prevalecendo o maior porte. A reação ocorreu por legítima defesa”, garantiu.

A prisão temporária é válida por 30 dias.

O crime

Testemunhas do crime – que aconteceu na Rua Itupava por volta das 3h30 do último domingo (5) – disseram que Giovanni saía da balada quando foi quase atropelado por essa Fiat Uno Branco. Ao tentar se desculpar, o motorista teria partido para cima do jovem e a confusão terminou com o tiro disparado contra o cabo. Giovanni foi socorrido e encaminhado para o Hospital Evangélico, mas morreu na tarde de domingo.

Além do Fiat Uno branco, outros rapazes que estavam em um Corsa Classic rebaixado, também branco, teriam dado cobertura para o assassino, de acordo com as testemunhas.

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