O suspeito de matar a tiros Lourdes Inácio do Nascimento, dona de um bar em Curitiba, se entregou à Polícia Civil nesta segunda-feira (24) — quase três anos após o crime. O assassinato aconteceu em 8 de julho de 2022, durante uma discussão entre a vítima e o autor, que ocorreu enquanto ambos jogavam sinuca.

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Lourdes Inácio do Nascimento era dona de bar e foi executada com cinco tiros no bairro Ganchinho – Foto: Reprodução

Lourdes, de 66 anos, foi executada com cinco tiros na região do tórax e do rosto, em um bar localizado no bairro Ganchinho, como mostrou a Banda B à época. O autor dos disparos, identificado apenas como C.M., de 46 anos, era considerado foragido e foi indiciado por homicídio qualificado pelo motivo fútil e pelo meio que impossibilitou a defesa da vítima.

Além de C.M., a polícia indiciou outros três homens por omissão de socorro, uma vez que eles não prestaram socorro à dona do bar nem acionaram a polícia após o crime. Imagens de câmera de segurança mostram eles deixando o estabelecimento (assista abaixo).

“De acordo com as primeiras informações, autor e vítima eram amigos e teriam discutido em razão de uma disputa numa partida de sinuca. Analisando-se a desproporcionalidade entre a conduta da vítima relacionada a uma possível provocação no curso da partida, e a conduta do autor, consistente em realizar disparos contra regiões vitais da vítima, verificou-se a incidência da futilidade na motivação”, divulgou a Polícia Civil, em nota.

Durante depoimento, o autor dos tiros disse que a motivação do crime teria relação com o consumo de drogas no bar. O homem relatou ainda que Lourdes teria ido para trás do balcão e se abaixado. Ele disse ter imaginado que ela pegaria uma arma e, por isso, disparou antes.

“O autor se apresentou e deu sua versão, apontando que teria matado a vítima porque ele, sendo usuário de cocaína, teria usado drogas que não eram vendidas no bar. A vítima teria ficado revoltada com a situação de ele estar consumindo uma droga que não pertencia ao seu estabelecimento e saído de perto do autor. Ela teria ido para o balcão e feito um movimento brusco, e o autor imaginou que ela estava tentando sacar uma arma. Por isso, teria efetuado os disparos. É uma versão de difícil defesa, porque foram cinco disparos”, disse o delegado Victor Menezes.

C.M. tem antecedentes criminais por tráfico de drogas. Se condenado pela morte de Lourdes, ele pode pegar uma pena de até 30 anos de prisão. Um dos indiciados por omissão de socorro tem passagem por violência doméstica e familiar contra a mulher.

A Polícia Civil não informou, porém, se os homens que presenciaram a execução foram presos.

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