O homem acusado de estuprar a ex-mulher, que pediu ajuda a funcionários de um restaurante de Curitiba (PR), afirmou a polícia que não poderia ter relações sexuais porque foi diagnosticado com diabete. O suspeito foi preso em flagrante após uma funcionária de uma hamburgueria do bairro Boa Vista acionar a polícia e informar o endereço da casa dele.

A delegada responsável pelas investigações disse que o homem negou os estupros e tentou usar a doença como um argumento para negar o cometimento do crime. “Ele nega totalmente o crime. Ele fala que não aconteceu nada daquilo e inclusive que não pode ter relações sexuais porque tem diabetes”, disse Emanuelle Siqueira.

Diabete não impede a atividade sexual, mas a condição pode provocar disfunção erétil em homens devido a danos nos nervos e nos vasos sanguíneos causados pela doença. Além disso, pode afetar a libido e o desejo sexual, além de causar infecções genitais em casos em que a doença é mal controlada.

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Vítima vive em Santa Catarina e viajou a Curitiba para que o suspeito pudesse ver a filha – Foto: Cristiano Vaz/Banda B

A vítima revelou à polícia ter sido violentada duas vezes durante o último final de semana. Após o segundo episódio, ela simulou um pedido no aplicativo de delivery de comidas iFood e pediu ajuda. Na mensagem, a mulher escreveu: “Fui estuprada e violentada. Me ajuda. Tenho uma filha, corremos perigo. Esse homem é perigo [sic]. Não enviar descartáveis para este pedido.”

O suspeito, que não teve a identidade revelada, também nega que tenha ameaçado a ex-mulher e a filha, uma criança com pouco mais de um ano. “Há indícios, sim, de que ela foi abusada. Ela relatou duas situações de estupro. As ameaças eram direcionadas à mulher e à filha”, acrescentou a delegada.

Além disso, ele tem histórico de violência doméstica e já está proibido de se aproximar de uma outra vítima, segundo a Polícia Civil.

‘Conversa em códigos’

Em entrevista à Banda B, a funcionária da hamburgueria que chamou a polícia para ajudar a mulher afirmou ter conversado com a vítima em “códigos” para que o agressor não suspeitasse do pedido de ajuda. “Eu mostrei para o meu patrão e ele pediu para eu chamar a polícia. Fui até o banheiro, que era mais reservado, e contei a situação. Passei o endereço e, depois de 10 ou 15 minutos, a polícia me ligou dizendo que já estava no endereço”, afirmou ela, que prefere não ser identificada.

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Vítima pediu ajuda a um restaurante do bairro Boa Vista, em Curitiba – Foto: Reprodução/iFood

A funcionária revelou ter pensado que o pedido de ajuda se tratava de um trote no início. No entanto, após a chegada da polícia, ela auxiliou na entrada deles na casa. “Eu mandei mensagem perguntando se ela poderia sair de dentro de casa porque o pedido já estava lá na frente”, relembrou ela, ao se referir à polícia.

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Suspeito de estuprar mulher que pediu ajuda pelo iFood disse que não poderia ter relações sexuais por causa de diabete

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