O servidor do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), Mardem Marcelo Leite Cordeiro, de 55 anos, foi assassinado horas após ‘dar em cima’ de um traficante que atuava no Balneário Ipanema, em Pontal do Paraná, no Litoral do Estado. Para a polícia, os indícios apontam para um crime motivado por homofobia.

Carro de Mardem foi encontrado incendiado após o crime (Reprodução)

Em entrevista coletiva, o delegado Thiago França destacou que os dois homens presos durante a investigação possuem envolvimento com o tráfico.

“A vítima realizava contato com eles para a aquisição de drogas. Mas, em uma das trocas de mensagens, ela deu em cima, deu uma cantada, em um dos autores, que não gostou disso. A partir daí, os fatos se desenvolveram até a morte da vítima. O motivo cada um tem sua conclusão, mas a gente trabalha na hipótese de uma homofobia”, disse.

Durantes as investigações, a Polícia Civil verificou que Mardem chegou a ir para casa após fazer a primeira aquisição de drogas, mas retornou para o ponto de tráfico pouco tempo depois. O assassinato teria acontecido após a segunda ida.

Prisões

Um dos presos foi encontrado pela polícia ainda no início do mês, em Pontal do Paraná. Ele usa tornozeleira eletrônica, o que auxiliou a polícia nas buscas.

O segundo foi preso nesta sexta-feira (15), em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba.

A Polícia Civil ainda verifica se irá indiciar os dois suspeitos por latrocínio, já que houve uma tentativa de venda do carro de Mardem, ou por homicídio qualificado pelos motivos fútil e torpe, em razão da homofobia.

Desaparecimento

Mardem estava desaparecido desde o dia 16 de agosto, quando foi visto pela última vez. O carro dele foi encontrado incendiado na Rua Lauro Teixeira Neto, no Balneário Praia de Leste, no dia 18 de agosto.

O corpo do servidor do TJPR estava às marges da PR-407, entre Pontal do Paraná e Paranaguá.

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Servidor do TJPR morreu após ‘dar em cima’ de traficante e crime aparenta ser motivado por homofobia, diz polícia

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