Pais de jovens presos durante uma operação contra um suposto esquema de golpes imobiliários no Centro de Curitiba afirmam que os filhos são inocentes e teriam sido enganados ao aceitar propostas de emprego.

Fachada da Casa de Custódia de Curitiba, unidade do sistema prisional no Paraná. Pais de presos por golpes estão indignados.
Parte dos presos por suspeita de golpe em Curitiba foi encaminhada à Casa de Custódia; familiares alegam inocência. Foto: Reprodução

Parte dos 25 detidos na última segunda-feira já foi solta da Casa de Custódia de Curitiba nesta quarta-feira (8). Eles eram investigados por suspeita de integrar uma associação criminosa que aplicava golpes na venda de consórcios, prometendo imóveis com liberação imediata.

Abalada, a mãe de uma das detidas contou que a filha havia começado no trabalho no mesmo dia em que foi presa.

“Minha filha saiu de casa atrás de um emprego. Foi fazer a entrevista na quinta-feira, começou na segunda e, à tarde, foi presa. Ela não sabia de nada. Era o primeiro dia de trabalho dela”, disse, em entrevista à Ric RECORD.

Outro relato semelhante veio do pai de um dos jovens detidos. Segundo ele, o filho foi induzido a participar da atividade sem saber que se tratava de um golpe.

“Meu filho não deve nada, é um piá trabalhador. É o primeiro emprego dele. Ele foi induzido pelo pessoal da firma. Estamos tentando resolver com advogado. Fomos pegos de surpresa”, afirmou.

A operação foi iniciada após vítimas procurarem a Delegacia de Estelionato denunciando anúncios falsos em redes sociais. Os suspeitos ofereciam imóveis com promessa de entrega imediata, exigindo pagamento de entrada.

Durante as investigações, a polícia identificou que o grupo utilizava dados falsos para vender cotas de consórcio como se fossem contempladas. Após o pagamento, no entanto, os clientes não recebiam os bens prometidos.

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