Quatro pessoas foram presas durante a Operação ‘Fake Love’, da Polícia Civil do Paraná (PCPR), que apura um esquema de exploração sexual, extorsão e agiotagem. A operação aconteceu na tarde desta quarta-feira (15), em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), e também na capital paranaense.

foto da viatura da pcpr para ilustrar o caso da operação contra exploração sexual e agiotagem
Operação cumpriu mandados e prendeu suspeitos de exploração sexual e agiotagem no Paraná. Foto: Divulgação/PCPR

De acordo com a investigação, uma das vítimas acumulou um prejuízo estimado em R$ 150 mil após ser submetida a um sistema de cobranças abusivas dentro de um ambiente de prostituição.

A operação foi coordenada por policiais da 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil de São José dos Pinhais, com apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR) e da Guarda Municipal. Ao todo, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e 11 mandados de busca e apreensão.

Operação Fake Love contra exploração sexual

As investigações tiveram início após a vítima procurar a polícia e relatar que trabalhava em uma casa de prostituição, onde teria recebido ofertas de empréstimos com juros considerados abusivos por parte do responsável pelo local.

Segundo a apuração, o pagamento da dívida era feito diretamente com descontos nos valores dos programas realizados pela vítima. O esquema incluía aplicação de multas diárias e juros elevados, o que fazia com que quase toda a renda obtida fosse retida pelo agenciador.

A vítima ficava apenas com valores mínimos, suficientes para despesas básicas, como transporte. Além disso, ela passou a sofrer ameaças durante as cobranças.

No decorrer das investigações, a polícia identificou que os serviços eram divulgados por meio de um site, o que levou à descoberta de outros endereços ligados à prática.

Prisões

Com base nas provas reunidas, a Justiça autorizou a prisão preventiva do principal suspeito, identificado como responsável pelo estabelecimento onde a vítima trabalhava, além das buscas em diversos locais.

Durante o cumprimento dos mandados, três pessoas também foram presas em flagrante por manterem casas de prostituição. Segundo a polícia, nos locais havia exploração da atividade sexual com intermediação financeira por terceiros.

Ao todo, a operação resultou em quatro prisões, sendo uma preventiva e três em flagrante.

Nos endereços vistoriados, os policiais apreenderam cadernos com anotações financeiras, que indicam uma espécie de contabilidade da atividade, além de máquinas de cartão de crédito utilizadas para recebimento dos valores.

Todo o material recolhido será analisado e encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

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