O motorista da perseguição no fim da manhã de quarta-feira (18), no bairro Campina do Siqueira, em Curitiba, era um sargento da Polícia Militar do Paraná e já foi comandante de um batalhão. Ele é acusado de fugir de uma abordagem policial mesmo com mandado de prisão em aberto.

O homem, de 44 anos, tinha sido preso por violência doméstica em Ivaiporã, no dia 9 de março. Entretanto, no mesmo dia, acabou solto. Em seguida, ele se deslocou para Joinville, em Santa Catarina, mas dois dias depois, a Justiça do Paraná expediu um mandado de prisão.
Como o mandado era do Paraná, ele deveria cumprir as determinações judiciais no estado. Por isso, na última quarta-feira (18), o suspeito deveria se apresentar em Piraquara, mas acabou tentando fugir, o que resultou na perseguição alucinante em diversos bairros de Curitiba.
Fuga que acabou com motorista preso no Campina do Siqueira começou na Vila Militar
Ao deixar Santa Catarina, ele então seguiu para a Vila Militar (VM), em Curitiba, onde é associado, com a intenção de almoçar. No local, um policial identificou que havia um mandado de prisão em aberto e tentou realizar a abordagem.
Ainda conforme o depoimento policial, o foragido demonstrou comportamento suspeito e iniciou a fuga. Ele teria evitado contato com os agentes e, na sequência, tentado fugir. Segundo o tenente responsável pela operação, o suspeito arrancou mesmo até a cancela da Vila Militar.
“Quando a equipe desembarcou para tentar conversar novamente com ele, ele arrancou com tudo. Arrancou a cancela ali do estacionamento e começou a fuga”
contou o tenente em depoimento.
Versões conflitantes marcam ocorrência
O suspeito apresentou uma versão diferente do depoimento do tenente responsável pela operação. Segundo o foragido, o policial teria mostrado a arma, o que teria motivado a fuga.
“O tenente mostrou a arma para mim e eu tive que correr, eu estava sem arma. O tenente entrou, eu estava indo almoçar na VM (Vila Militar), e ele entrou com a viatura. Me mandou encostar, com a arma na mão. Eu falei: ‘Só não vai me executar'”
alegou o perseguido.
Suspeito ainda afirmou que não tem mandado de prisão contra ele. Segundo depoimento do foragido, o policial “estava louco para dar um tiro” nele. Ele ainda contesta a prisão por crime de trânsito, alegando que foi o próprio agente que o fez correr.
“Fui abrindo o espaço porque ele estava louco pra dar um tiro e deu um tiro em mim. Eu não posso estar sendo preso por crime de trânsito porque ele fez eu correr, ficou dando tiro em mim. Estacionei na calçada. Não tinha ninguém. Ele desceu com a arma na mão e atirou no pneu”
afirmou.
Por outro lado, o tenente responsável pela operação relatou uma sequência de tentativas de abordagem, antes do início da fuga.
“Ele desembarcou pra eu tentar contato, porém arrancou o veículo novamente. A equipe entrou no veículo, seguiu ele novamente até a VM, cerca de uma quadra. Ele deu a volta na quadra, entrou na VM, passou a cancela e a equipe ficou parada na cancela atrás dele”
contou.
Logo depois, o suspeito ainda teria feito o retorno no estacionamento da Vila Militar e parado ao lado da equipe, mas no sentido oposto, segundo o tenente. Ele explicou que a prisão com uso de algema foi realizada por medo de outra fuga.
“Diante disso, a equipe com receio de fuga, fez uso de algema, colocou no camburão, identificou ele como sargento da Polícia Militar”
afirmou.
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