Mensagens enviadas em um grupo de WhatsApp — obtidas com exclusividade pela Banda B — apontam que alguns convidados da festa onde Ketlyn Pasztetnik morreu afogada podem ter usado drogas. A jovem tinha 27 anos e foi encontrada submersa na piscina da chácara, que está localizada em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba.

Em uma sequência de mensagens, uma das convidadas revela que levaria à festa drogas como MD, key e cloro. “Orra. Vou levar um md, um key, um cloro. Vamooo”, diz a jovem ao responder e citar outro membro do grupo, que prossegue: “Tá maluco não uso essas coisas [sic]”.
- ✨ O MD (ou MDMA) é uma droga sintética que estimula o cérebro e aumenta a sensação de prazer, empatia e energia;
- 🌫️ O key (ou k, gíria para cetamina) é uma substância anestésica usada legalmente em medicina e veterinária, mas que, em contextos recreativos, pode causar dissociação, alucinações e perda de controle motor;
- 💤 O cloro – ou clorofórmio – é uma substância química que pode causar sedação intensa e desmaios quando inalado, mas seu uso recreativo é extremamente perigoso e tóxico.
A versão sobre o uso de drogas no local foi reforçada à Banda B por um dos convidados da festa — que não será identificado.
Amiga de Ketlyn, Ana Carolina França Grein contou à repórter Thais Travençoli, da RICtv, que a jovem não era usuária de drogas, que havia muita gente na festa, mas sem sinais de consumo de entorpecentes.
Uma testemunha contou à Polícia Militar (PM), no entanto, que Ketlyn teria consumido key, bala, cloro e bebidas alcóolicas, conforme o boletim de ocorrência obtido pela reportagem.
“Ainda, segundo relatos das testemunhas, a vítima havia feito o uso de entorpecentes (“Key” “Bala” “Cloro”) e bebidas alcoólicas durante o dia todo. Após os devidos levantamentos periciais, o corpo foi recolhido ao IML”, diz trecho do documento.
O organizador da festa em que a jovem morreu afogada afirmou ao proprietário do local que não conhecia a vítima. O dono do espaço, por sua vez, disse à Banda B que o rapaz já havia alugado a chácara para promover outros eventos.
Uma amiga de Ketlyn revelou que o trágico incidente aconteceu após uma “brincadeira de mau gosto”.
Morte em suposto desafio
Ketlyn, que deixa um filha, pode ter sido vítima de um desafio: ver quem conseguia permanecer mais tempo submerso na água. O caso aconteceu no último domingo (27).

Os relatos sobre o desafio de ficar mais tempo submerso na piscina foram confirmados por pelo menos dois convidados da festa. “Falaram que a brincadeira de mau gosto foi pra ver quem passava mais tempo embaixo da água. Falaram dentro da chácara”, acrescentou Ana Carolina.
Uma amiga de Ketlyn chegou a publicar em uma rede social, poucas horas após o ocorrido, que ela havia sido vítima de uma “brincadeira de mau gosto”. A versão, no entanto, deverá ser investigada e confirmada pela Polícia Civil.
“Amiga, há uns minutos nós estávamos juntas e numa brincadeira de mau gosto que fizeram que acabou te levando para um lugar melhor amiga. Não acredito eu presenciei aquilo. Ainda minha ficha não caiu que você não voltou amiga, eu não acredito! Espero que você esteja com Deus e esteja num lugar melhor, bilha alto minha estrelinha! Você foi uma menina incrível aqui na terra amiga! Você vai estar sempre em meu coração!”, escreveu a amiga.
Integrante do grupo contesta
Uma das integrantes do grupo afirmou à Banda B, contudo, que as mensagens presentes no print foram enviadas por ela e retiradas de contexto. Segundo ela, a conversa aconteceu no sábado (26), ou seja, um dia antes da morte da jovem.
“Esse print foi um mal-entendido. A conversa era de sábado, às 17h53, que eu estava indo para uma festa na Cancún. Não tem envolvimento nenhum com a morte e com a chácara”, disse ela.
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