Há pelo menos três anos, a manicure Patrícia Pereira do Carmo convive com uma rotina de incômodo e medo no Sítio Cercado, em Curitiba. Moradora do bairro há seis anos, ela vê o portão de casa ser alvo constante de vandalismo por parte de adolescentes que, com os rostos cobertos por camisetas, chutam o portão de ferro com violência.
“É um barulho que parece que a casa está caindo na sua cabeça”, desabafou Patrícia em entrevista à repórter Thais Travençoli, da RICtv. A manicure mora com o marido e três filhos no imóvel. Ela relatou que a situação a fez interromper os atendimentos de manicure em casa, com receio de colocar os clientes e a própria família em risco.

Em alguns períodos, os ataques têm uma pausa, mas voltam depois de semanas ou meses. Ela já registrou boletins de ocorrência, instalou câmeras de segurança e chegou a publicar imagens nas redes sociais para tentar identificar os responsáveis e alertar as famílias da vizinhança.
A mãe de um dos adolescentes chegou a pedir desculpas pelo envolvimento do filho. Contudo, para Patrícia, a situação ultrapassou qualquer limite: “Não são nenhuma criancinha. Não é uma brincadeira de criança isso aí mais. Eles chutam pra destruir mesmo.”
Além dos ataques ao portão, os jovens também arremessam pedras em outras casas da região. Em um dos episódios mais graves, os chutes fizeram o portão de Patrícia se abrir à força. Os cachorros fugiram para a rua e um deles ficou desaparecido por uma semana.
O conserto do portão danificado já custou cerca de R$ 2 mil à família.
O caso é investigado pela Polícia Civil. “Vamos dar prosseguimento a esse inquérito pra verificar, identificar e processar todas as pessoas que estão ali participantes desse vandalismo”, afirmou o delegado responsável pela investigação.
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