Corpo de Bombeiros. Foto: José Gomercindo / AENotíciasUm major e um soldado do Corpo de Bombeiros foram presos na manhã desta quinta-feira (21) pela Corregedoria-Geral da Polícia Militar (COGER), em Curitiba. Além das duas prisões, apuradas com exclusividade pela Banda B, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão na operação intitulada “Modus Operandi”. Os investigados são suspeitos de terem juntos uma empresa – em nome das esposas – e realizar projetos de prevenção de incêndio cujas vistorias eram aprovadas pelos próprios interessados na 7ª Seção do Corpo de Bombeiros, que abrange Curitiba e região metropolitana.
Segundo fontes oficiais apuradas pela Banda B, ambos estão presos preventivamente no Quartel Central do Corpo de Bombeiros. Os mandados foram cumpridos na casa dos dois, no início da manhã de ontem. Um terceiro mandado de busca e apreensão aconteceu na residência de um engenheiro – irmão de um dos presos. Ele era responsável pelos projetos que tinham movimentação sublime dentro dos quartéis.
A investigação sobre as irregularidades teve apoio do Grupo Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e iniciou por meio de outra operação, “Imperium“, onde documentos irregulares foram checados, assim como uma ameaça indireta contra um oficial subalterno do 7º GB pelo seu subcomandante, na época.
O coordenador-geral do Gaeco, Leonir Batisti, explicou que as vistorias eram efetivas e positivas quando tinham ligação com a empresa dos militares, em nome das respectivas esposas. “O foco inicial da investigação que foi feita com a Corregedoria foi a de que naquele regimento de comando do Corpo de Bombeiros estavam existindo situações em que as pessoas procuravam o Corpo de Bombeiros para regularizar certa situação e não conseguia a não ser que houvesse a contratação de empresas ou de pessoas ligadas àquela seção do Corpo de Bombeiros”, explicou.
A Banda B teve acesso à informação de que o major, suspeito de ter uma empresa que se beneficiava de vistorias de prevenção de incêndio, fazia ameaças diretas à subalternos que mantinham a listagem oficial gerada pelo sistema de vistorias. Já o soldado participava efetivamente das atividades de vistorias realizadas pelas equipes do Corpo de Bombeiros nos locais ou estabelecimentos comerciais que tinham contratado a empresa de ambos.
Os mandados de prisão foram expedidos pelo Juiz de Direito da Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual, Davi Pinto de Almeida.
Retorno
A Banda B entrou em contato com a comunicação do Corpo de Bombeiros e foi informada que o Comando deverá se manifestar em breve sobre as prisões.
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