Uma criança de apenas 3 anos teria sido vítima de abuso sexual cometido pelo próprio tio materno, de 17 anos, na última quinta-feira (5), no bairro Parolin, em Curitiba. De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), ao qual a Banda B teve acesso, a mãe e a avó da menina precisaram sair de casa e deixaram a criança sob os cuidados do suspeito. Durante esse período, o crime teria ocorrido.

Ainda conforme o registro policial, enquanto estava na rua, a avó recebeu uma ligação do jovem, que informou ter dado banho na sobrinha após ela ter feito necessidades na roupa e na cama. Ao retornarem para a residência, as mulheres perceberam que a criança vestia as mesmas roupas de antes, com exceção da calcinha, que havia sido trocada.
Durante o banho, a menina relatou à avó sentir dor na região íntima. Em seguida, a mãe examinou a filha e constatou um ferimento.
“Logo em seguida, a mãe colocou a filha deitada na cama. Ela visualizou um machucado na região íntima e, ao perguntar para a criança o que havia acontecido, a menina respondeu ‘o tio pinto’, expressão que a mãe afirma nunca ter ouvido a menor mencionar. A menina também afirmou estar com dor porque o tio teria a agredido”
relato mencionado no boletim de ocorrência.
‘Justiça seja feita’, diz tia da vítima
Diante da situação, a criança foi levada imediatamente ao hospital, onde recebeu atendimento médico e passou por exames. À Banda B, a tia da vítima, irmã do pai da criança, informou que a menina permanece internada, sob cuidados médicos, sem previsão de alta.
“Diante da gravidade do ocorrido, esperamos que a justiça seja feita, uma situação tão séria não pode passar impune. É fundamental que as medidas cabíveis sejam tomadas para que, caso como esses, não voltem a acontecer”
afirmou a tia, que preferiu não se identificar.
A mãe da criança também falou sobre o impacto emocional do caso. “O abalo é enorme, ainda mais quando vem de alguém de confiança. A gente protege tanto nossas crianças do mundo lá fora e acaba esquecendo que, as vezes, o perigo está dentro de casa. Jamais imaginei que isso pudesse acontecer, ainda mais com alguém da família”, desabafou.
A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil do Paraná (PCPR) para obter mais informações sobre as investigações. Caso haja retorno, o texto será atualizado.
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