A mãe do homem que foi sequestrado na madrugada deste domingo (14) em Curitiba soube da morte do filho por meio de um aplicativo de mensagens. A vítima, de 33 anos, foi encontrada morta e seminua em uma rua de Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba, horas depois do sequestro.

Segundo informou Sônia à Banda B na tarde deste domingo (14), foi via um grupo no WhatsApp que a notícia sobre o óbito do próprio filho chegou até ela.

“Uma pessoa mandou a foto dele morto e vi que era ele mesmo. Eu o reconheci na hora”, disse Sônia, abalada, ao afirmar que esteve procurando por Rafael durante esta manhã.

Foto: Colaboração

O homem, de acordo com ela, tinha antecedentes criminais e era monitorado por uma tornozeleira eletrônica. “Eu criei minhas filhas e ele do mesmo jeito, e ele foi para esse caminho errado”, continuou.

Sônia revelou que o filho permaneceu preso durante cinco anos após ter cometido um roubo: “Ele era envolvido com coisas erradas. Não vou dizer o contrário só porque ele está morto”.

A mulher destacou à reportagem que Rafael “sabia” o que poderia acontecer com ele.

“Ele sempre falou para eu me acostumar com essa vida que ele levava. Meu filho dizia: ‘vou ficar na cadeia ou vou para o cemitério”, prosseguiu.

Rafael deixa uma filha pequena.

Sequestro

O tenente Saqueto, da Polícia Militar, informou à Banda B que os suspeitos pela morte do homem invadiram a casa da vítima durante a madrugada deste domingo (14), o amarraram e o vendaram. Em seguida, o executaram.

“Os vestígios indicam que ele foi morto no local onde foi encontrado, pois, há alguns estojos de pistola e fuzil ao lado do corpo”, revelou.

Segundo o policial, Rafael morava em um quarto que fica nos fundos da casa do locador do imóvel. O proprietário da residência também foi vítima dos criminosos.

“Os mesmo indivíduos que sequestraram a vítima roubaram o senhor que alugou a casa para ele [Rafael]. Os suspeitos se identificaram como policiais para entrar na casa”, concluiu.

Localização do corpo

O corpo de Rafael foi encontrado próximo de um matagal no bairro Jardim Veneza, em Fazenda Rio Grande, município da região metropolitana de Curitiba. Ele era morador do bairro Sítio Cercado, na capital paranaense.

Imagens obtidas pela Banda B mostram ele seminu, com as mãos amarradas e olhos vendados, ao lado de um cobertor.

Inicialmente, a família o reconheceu através de algumas tatuagens no corpo dele.

A Delegacia de Fazenda Rio Grande investiga o crime.

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