A mãe do ator pornô encontrado morto há cerca de sete meses na BR-116, em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba, reclama da falta de solução para o caso até hoje. O corpo de Gabriel Ramos Vieira de Almeida, de 24 anos, foi encontrado sem roupas, dentro de uma vala, na madrugada de 25 de agosto de 2021.

Foto Reprodução Instagram.
“Não sei realmente o que aconteceu, não me dão mais nenhuma posição, não me falam nada, estou sem saber nada. Essa injustiça, eu que sou mãe. Já tô descrente de tudo, mas quero uma solução”,
afirma Alessandra Ramos.
Na época do fato, as informações eram de que o rapaz havia contratado um carro de aplicativo para fazer uma viagem entre Florianópolis, em Santa Catarina, e Três Corações, em Minas Gerais, onde iria visitar o avô, que faria um procedimento cirúrgico na época.
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A motorista do carro de aplicativo foi procurada na época pela reportagem do site Splash, de notícias do mundo do entretenimento, que divulgou o caso poucos dias depois. Na ocasião, ela informou que durante o trajeto Gabriel reclamava muito que queria mudar de vida e que teria brigado com a esposa momentos antes.
Para a mesma publicação, o advogado Rudolf Carlos da Rocha, que defende a família de Gabriel, afirmou que, antes de sair de casa o ator estava com receio em fazer a viagem. Segundo ele, o carro contratado no app seria diferente, haveria realizado apenas duas corridas, que teriam outros três passageiros no veículo e não teriam sido identificadas. O advogado disse ainda que o celular de Gabriel sumiu e as senhas trocadas.
Gabriel era casado com Luana Prado, considerada a quinta atriz pornô mais vista do mundo, havia um ano e meio. Ela confirmou que o rapaz não estava bem no dia da viagem e negou envolvimento com a morte dele.
Morte foi atestada como atropelamento
O corpo de Gabriel apresentava várias fraturas quando foi retirado da vala. A morte do ator pornô foi atestada como atropelamento. Na época, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) informou que aguardava por laudos complementares para auxiliar nas diligências e que não passaria mais detalhes sobre o inquérito à imprensa.
A mãe de Gabriel conversou com a reportagem da Banda B na manhã desta sexta-feira (8). Alessandra relatou que, passados sete meses da morte do rapaz, não há informações sobre o caso há cinco. Ela questionou a polícia civil.
“Quero uma solução com o que realmente podem me ajudar para desvendar isso. Quem foi culpado? Se realmente foi atropelado, que ache o culpado. Cadê as filmagens, o exame toxicológico do Gabriel, que já saiu resultado e até agora nada”,
reclama Alessandra.
A reportagem da Banda B entrou em contato com a PCPR, na manhã desta sexta-feira, e foi informada de que “o caso foi encaminhado para a Justiça. Mais informações devem ser solicitadas diretamente com eles.”
Quando conversou com Alessandra, ela não sabia dessa informação nova. A última vez que a mãe do ator pornô diz ter tido contato com a delegacia foi dois meses depois da morte de Gabriel, quando ela tomou a iniciativa de procurar pelas autoridades responsáveis.
“A última notícia que tive, que faz uns cinco meses que entrei em contato, disseram que o delegado tinha mudado, que o investigador não é mais, é outro, que viram nas imagens que foi um caminhão que atropelou meu filho e não falaram mais nada. Pararam de se comunicar comigo”, relatou.
Apesar de demonstrar estar conformada com a perda do filho, Alessandra não abre mão de que seja feita justiça, caso seja encontrado um culpado.
“Sei que ele não vai voltar, mas pra mim está sendo muito difícil. Não vou esquecer do meu filho assim. Ele era tudo, sem comentários.”
Representação em SC dificulta acesso a informações no PR
A mãe de Gabriel mora em Três Corações, em Minas Gerais, e o advogado da família é de Florianópolis (SC), onde o filho morava. A diferença do estado onde é feita a representação da vítima e a investigação pela polícia é um dos fatores que ajudam a dificultar o acesso às informações, já que sendo o advogado Rudolf de Santa Catarina, ele não pode ter acesso a inquéritos na Justiça do Paraná.
“Estou atônito com tamanho descaso por parte do delegado responsável pelo caso. Eu ligo na Delegacia, eles não nos atendem direito. Pedi o e-mail da Delegacia, mandei todos os documentos, eles não responderam. Juntei procuração, mandei Whatsapp, fiz tudo. Não tive nenhuma resposta nesses sete meses que eles estão investigando”, afirmou o advogado Rudolf Rocha à Banda B, na manhã desta sexta.
O representante de Gabriel pede respostas e levanta suspeitas em relação à investigação.
“A gente suplica para que o delegado nos passe um posicionamento sobre o caso. A gente fica com dúvidas, afinal qual o real sentido da investigação? Será que estão tentando acobertar alguém? Será que alguém muito importante participou na prática desse crime? A gente fica sem saber. A gente pede que o delegado tenha hombridade de responder à família, que tanto está sofrendo com a perda do ente querido”, disse ele.
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