Após ser adiado pela defesa sair do plenário, o júri popular de Israel de Souza Santos, de 41 anos, acusado de matar a esposa, Izabel Spies, de 40, com 38 facadas em novembro de 2023, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, deve ocorrer nesta semana. O julgamento está marcado para quinta-feira (29) e a expectativa é de que agora Israel seja condenado.

O júri de Israel estava marcado para fevereiro de 2023. Segundo apurou a Banda B, o julgamento precisou ser suspenso após a defesa sair do plenário. De acordo com a assistência de acusação, a situação iniciou após um dos filhos do casal não comparecer no julgamento.
Apesar disso, conforme a assistência, o rapaz não seria testemunha e não teria prerrogativa de imprescindível no caso, ou seja, não mudaria o rumo do júri.
“Poderiam ter passado os vídeos, porque ele prestou depoimento de mais de 20 minutos na instrução, prestou depoimento durante o interrogatório no inquérito policial. Foi uma estratégia de defesa, foi um desrespeito com a sociedade e desrespeito com os jurados e com a Justiça que a defesa abandonou o plenário de forma arbitrária e sem qualquer fundamento legal para isso”, disse Icaro Ruschel, assistente de acusação.
Agora, a expectativa é de que o julgamento aconteça, que haja uma pena exemplar e que a Justiça seja feita.
“Temos ali um motivo fútil, o meio insidioso e cruel, o menosprezo pela condição da vítima ser mulher e o contexto familiar é o que mais chama a atenção nesse caso: na própria casa, com um filho dormindo, o outro filho presenciando e toda a sociedade, toda a comunidade do bairro ali, testemunhando pela janela essa atrocidade, essa caça desse animal selvagem aí que é o Israel”.
O crime aconteceu no dia 13 de novembro de 2023, no bairro Jardim Primavera. Izabel Spies recebeu as primeiras facadas dentro de casa na frente dos filhos, de 13 e 17 anos. Ela tentou fugir pedindo por socorro, mas foi alcançada pelo companheiro e assassinada na esquina da residência.
O filho mais velho do casal pegou o carro da família e tentou seguir o pai. Após o crime, o homem fugiu de moto.
As discussões entre o casal seriam constantes, segundo vizinhos e familiares, e o marido já teria colocado um revólver na boca de Izabel para ameaçá-la. O casal estava junto há 18 anos. Conforme a assistência de acusação, Israel tratava a mulher como objeto.
“Isabel para Israel era mais um objeto do que uma própria mulher. Começa o homicídio com, ao que parece, quatro tiros na cabeça, dentro de casa, e por ser uma munição com pouco zelo, pouco cuidado, aconteceu que ele não pegou em cheio e não teve êxito em ceifar a vida de Isabel com a arma. E aí, não conseguindo lograr êxito com o revólver, partiu para as agressões através de facadas, as quais totalizam 38 segundo o laudo do exame de necropsia”.
A Banda B entrou em contato com a defesa de Israel. Caso haja retorno, a reportagem será atualizada.