Eloiza Francieli Neris Silva, de 20 anos, jovem que morreu na garupa de uma moto em acidente registrado no dia 21 de fevereiro, na Avenida João Leopoldo Jacomel, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), pode não ter sido vítima de uma morte no trânsito. É o que alega a família da jovem, que afirma que ela estaria sendo ameaçada pelo namorado, condutor da motocicleta no momento da batida.

Foto de jovem que morreu em garupa de moto em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
Jovem trabalhava em uma pizzaria e deixa filho de 3 anos. Foto: Repordução/Ric RECORD

Eloiza estava na garupa quando o condutor perdeu o controle da moto. Ela não resistiu aos ferimentos. O rapaz também ficou ferido e responde em liberdade. As informações são da Ric RECORD.

A mãe da vítima, Cleiciane Neris Silva, contesta a versão de acidente e acredita que o caso pode ter sido provocado de forma intencional.

“Eu acho que ele quis partir e levar ela junto. Ele podia ter parado, diminuído a velocidade, mas não fez nada.”

afirmou.

Jovem que morreu na garupa de moto em Piraquara sofria ameaças do namorado

Segundo a família, o relacionamento era marcado por conflitos e episódios de violência. Eloiza já havia registrado boletim de ocorrência contra o namorado e relatado agressões a pessoas próximas.

Em uma das mensagens, a jovem chegou a dizer: “Era só você parar de me bater, que a gente ia ser feliz para sempre”. Em outra situação, o próprio rapaz teria afirmado que tinha vontade de matá-la.

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Foto: Reprodução/Ric RECORD

O relacionamento entre os dois durou cerca de três anos, com idas e vindas. Durante esse período, Eloiza relatou agressões e chegou a acionar a polícia em uma das ocasiões. Em um áudio enviado a uma amiga, a jovem contou que o rapaz teria invadido sua casa e a agredido, sendo preso em flagrante naquele momento.

Eloiza deixou um filho de 3 anos. Ela trabalhava como auxiliar de cozinha e havia comprado uma motocicleta recentemente.

No dia do acidente, os dois estariam em uma distribuidora com amigos. Em seguida, o namorado teria pegado a moto de um conhecido para dar uma volta. A jovem morreu enquanto estava na garupa da moto, enquanto o condutor foi conduzido ao hospital, e sobreviveu.

A investigação aponta que a motocicleta pode ter atingido cerca de 190 km/h. Também há suspeita de participação em racha e de irregularidades no veículo, como adulteração de placa.

“O que se apurou até agora é que ele estaria participando de racha. Também estava dirigindo sem a placa, e com o homicídio, são três crimes”

afirmou o advogado da família, Jean Marcel da Silva.

Defesa nega irregularidades

A defesa do motociclista contesta as acusações e sustenta que o caso foi um acidente.

“As novas acusações não procedem. Especialmente a ingestão de bebida alcoólica antes de conduzir a motocicleta, bem como a participação no crime de racha, visto que no vídeo aparece apenas uma motocicleta e não duas ou mais. O caso trata-se de um acidente de trânsito, sem nenhuma intenção em provocar a morte da vítima ou possível tentativa de suicídio”

disse a advogada do motociclista, Jéssica Linhares.

A Polícia Civil de Piraquara investiga o caso para esclarecer as circunstâncias do acidente e apurar se houve responsabilidade criminal do condutor.

Veja o vídeo do acidente:

Crédito: Reprodução/Ric RECORD

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