Três pessoas foram presas em flagrante nesta quinta-feira (12) sob a suspeita de terem envolvimento com tráfico de drogas e roubo no bairro Parolin, em Curitiba. As prisões ocorreram durante uma operação que é desdobramento de uma investigação iniciada após uma troca de tiros entre facções rivais.
Durante o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão, policiais civis e militares localizaram drogas e apreenderam um simulacro de arma de fogo na região. O confronto armado entre organizações criminosas aconteceu no último dia 21, como mostrou a Banda B. Uma servidora do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) foi atingida de raspão por uma bala perdida durante a troca de tiros entre os criminosos.

“O Tribunal informa que, entre as 11 horas e as 12 horas desta quarta-feira (21), dois projéteis atingiram, sem força, o terreno da sede, causando perfuração de uma telha e atingindo uma colaboradora sem qualquer gravidade”, informou o órgão à época.
Após o tiroteio, a Polícia Civil afirmou ter aberto um inquérito e pedido a expedição dos mandados de busca e apreensão à Justiça. A corporação também destacou que o objetivo da investigação era “localizar armas possivelmente utilizadas na ação criminosa”.
“Nós conseguimos uma operação bastante positiva. Efetuamos a prisão de três pessoas, dentre elas duas pelo crime de roubo e uma por tráfico de drogas. As armas específicas do confronto havido e motivadora dessas diligências não foram apreendidas, razão pela qual as investigações instauradas continuam por tempo indeterminado”, afirmou o delegado Osmar Dechiche.
A identidade dos suspeitos presos não foi divulgada.
‘Guerra’ no Parolin e ‘BBB’ do crime
Câmeras instaladas sem autorização ou em locais irregulares foram retiradas no último dia 30, durante uma operação das forças de segurança no bairro Parolin. A ação foi deflagrada após tiroteios e confrontos entre facções rivais nos últimos dias.

Coordenada pela Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR), a operação mobilizou as polícias Militar e Civil, Copel e o Ministério Público, com foco na remoção de equipamentos de vigilância que haviam sido instalados em áreas públicas. De acordo com o governo, os dispositivos eram usados, em alguns casos, para monitorar a entrada da polícia e de grupos criminosos rivais.
Facções que atuam no bairro Parolin criaram um sistema de monitoramento robusto na região para analisar a movimentação das forças de segurança e de organizações criminosas rivais. A descoberta aconteceu poucos dias após moradores presenciarem um tiroteio no local.