Moradores da região fizeram protesto nesta quarta (Foto: Antônio Nascimento – Banda B)
O prefeito Rafael Greca voltou atrás e anunciou, na tarde desta quarta-feira (24), que a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do bairro Pinheirinho não vai mais se tornar uma unidade especializada em emergências psiquiátricas. A decisão foi tomada após protestos dos moradores da região, que temiam sofrer com falta de atendimento.
Em entrevista coletiva, Greca afirmou que a decisão foi tomada durante a manhã. “Hoje de manhã eu pensei: eu não sou o Rafael que fecha UPAs, sou o Rafael que abre UPAs, então eu voltei atrás. O verdadeiro líder vai atrás do seu povo”, disse.
Com a decisão a UPA do Pinheirinho deve ser fechada para uma reforma de 25 dias entre os meses de novembro e dezembro.
De acordo com a secretária municipal da Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak, a unidade precisa de melhorias e é uma preocupação manter um bom serviço para a população. “Embora a gente precise desse centro de estabilização, vamos manter a UPA, reformar e buscar outro espaço para a unidade psiquiátrica. Nossa decisão inicial tinha como base a necessidade da população, já que são vários pacientes psiquiátricos que necessitam desse atendimento em Curitiba. Consultamos o Conselho Municipal de Saúde e tivemos a aprovação, mas a população pediu para manter, então agora vamos buscar essa alternativa”, explicou.
Protesto
Na manhã de terça, moradores do bairro Pinheirinho protestaram contra o fechamento da UPA. Entre os gritos, os manifestantes diziam que a UPA é da população.
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