Por Felipe Ribeiro
Nove funcionários e quatro ex-funcionários do Atlético Paranaense foram levados para a delegacia nesta quarta-feira (29) suspeitos de participarem de um esquema de desvio de materiais esportivos para venda na internet. Denominada “Operação Tempestade”, a ação policial foi deflagrada pelo 10° Distrito Policial e investiga ainda a ligação deles com o sumiço de materiais de construção durante a Copa do Mundo, período em que o CT do Caju hospedou a seleção da Espanha.
Foto: Divulgação Polícia CivilDe acordo com o investigador Luiz Schmidt, a operação se iniciou há cerca de dois meses diante uma denúncia do próprio clube. “Iniciamos as investigações e qualificamos os suspeitos. Pedimos treze mandados de busca e apreensão onde encontramos uma vasta quantidade de material esportivo, como camisa de jogo, bolas e chuteiras direcionadas aos jogadores do clube”, disse.
Segundo a polícia, o Atlético confirma que o material não é dado de presente, o que configura o furto. “Todo esse material era comercializado pelas redes sociais e conseguimos levantar os envolvidos. Os furtos já vem acontecendo há muito tempo e não sabemos qual a quantidade de material desviado”, explicou Schmidt.
Todos os envolvidos, por enquanto, permanecem em liberdade, mas podem pegar penas de um a quatro anos por furto e receptação. A operação foi deflagrada nos bairros Sitio Cercado, Pinheirinho, Bairro Alto, Capão Raso, Alto Boqueirão e São Braz, e nos municípios de Colombo e Fazenda Rio Grande, na região metropolitana.
Copa do Mundo
Outro fato envolvendo o CT do Caju aconteceu durante a Copa do Mundo de 2014. De acordo com o investigador, o Centro de Operações Especiais (Cope) apura ainda a denúncia de roubo de material de construção e televisores durante o evento que o centro de treinamento esteve cedido para a Espanha. “Isso ajudou a constatar que os furtos partem de dentro do clube. Se associam para que os furtos se realizem”, concluiu.
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