Pouco mais de um ano após o assassinato do ex-vereador e taxista João Coelho Sobrinho, de 72 anos — crime que chocou moradores de Agudos do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) —, o filho da vítima foi preso na última quinta-feira (9), apontado como suspeito de ser o mandante do homicídio.

Foto de João Coelho Sobrinho, ex-vereador e taxista assassinado em Agudos do Sul. O filho dele foi preso suspeito de participação no crime.
Ex-vereador morreu em janeiro de 2025. Foto: Reprodução/ Redes sociais

No início das investigações, um homem e uma mulher, de 21 e 23 anos, já haviam sido presos pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte). Um dos suspeitos confessou participação no assassinato.

O inquérito policial foi concluído pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) e encaminhado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR). No decorrer do processo, o MP solicitou a prisão do filho da vítima.

Em entrevista à Ric RECORD, o delegado Paulo César Ribeiro informou que a equipe tomou conhecimento do mandado de prisão em aberto e localizou o suspeito em Agudos do Sul.

“Os autores imediatos foram presos rapidamente pela nossa equipe, em janeiro do ano passado, e posteriormente denunciados. No decorrer do processo, recebemos o mandado de prisão pelo possível envolvimento do filho da vítima. Nos deslocamos até Agudos do Sul e efetuamos a prisão”

afirmou o delegado.

O processo continua e não está descartada a possibilidade de novos envolvidos. Segundo a polícia, parte das investigações corre em segredo de Justiça.

“Há a possibilidade de participação do filho na morte do próprio pai. Agora, aguardamos o desfecho das diligências decorrentes da prisão para verificar se há outros envolvidos ou novos mandados a serem cumpridos”

completou Ribeiro.

Relembre o assassinato de ex-vereador na Grande Curitiba

O ex-vereador desapareceu no dia 25 de janeiro, após receber uma ligação. Quatro dias depois, em 29 de janeiro, ele foi encontrado morto em uma área de mata ao lado do próprio carro, na região do bairro Ribeirão Grande. A vítima apresentava ferimentos, principalmente na cabeça.

Um dos suspeitos presos logo após o crime relatou à Polícia Civil que o taxista foi escolhido aleatoriamente e que o dinheiro roubado foi gasto na praia. Cerca de R$ 3 mil foram levados na ocasião.

Segundo as investigações, o taxista foi chamado para uma corrida após o suspeito encontrar um cartão de serviços entre os pertences da própria mãe. Ele teria mentido à vítima, dizendo que iria buscar ferramentas de trabalho.

Após levarem o taxista até um local isolado, os criminosos mataram a vítima e roubaram o dinheiro que ela possuía. Na época, familiares pediram à polícia que investigasse a possível participação do filho no crime. Um irmão da vítima afirmou que havia desconfiança sobre o envolvimento dele e mencionou histórico de conflitos familiares relacionados ao uso de drogas.

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