O filho do advogado criminalista Carlison Jansen Castro dos Santos, assassinado com um tiro na cabeça, nasceu nesta quarta-feira (24), no mesmo dia em que ocorria o velório do pai. O crime aconteceu em Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.

Carlison foi baleado na frente do filho mais velho, de sete anos, na quinta-feira (18). Socorrido em estado grave, ele permaneceu internado na UTI do Hospital do Trabalhador, em Curitiba, até terça-feira (23), quando morreu.

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O advogado criminalista Carlison Jansen Castro dos Santos, assassinado aos 34 anos — Foto: Reprodução/Instagram

O crime aconteceu após o autor, em uma motocicleta, parar em frente à casa do advogado e chamar por ele. O criminoso afirmou que gostaria de entregar documentos ao criminalista. Ao surgir na sacada, Carlison foi atingido por dois disparos. Uma câmera de segurança registrou o som dos tiros e a fuga dele (assista abaixo).

O filho dele teria corrido e gritado: “Mataram meu pai”. Segundo Renan Canto, membro da Comissão Especial da Defesa e Segurança da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a suspeita é de que o crime tenha motivação profissional.

“A maior linha de investigação é que o crime aconteceu devido à sua atuação, já que ele era um advogado criminal da região. Esse já é o quarto caso da nossa gestão. Todos os anteriores foram resolvidos em menos de uma semana e esse não será diferente. Nós já estamos fazendo levantamentos”, disse.

A Polícia Civil ouviu um homem apontado como suspeito. Durante o depoimento, ele negou envolvimento no crime, mas no celular dele foram encontradas mensagens de ameaça contra o advogado. O delegado Gabriel Fontana afirmou, porém, que ainda não há provas da presença do suspeito na cena do homicídio.

“Foi apreendido o aparelho celular dele para que possamos identificar melhor a relação com Carlison. Ele já foi ouvido na delegacia. Outras testemunhas também prestaram depoimento, e com esses celulares tentamos entender o relacionamento dessas pessoas com a vítima”, afirmou o delegado à Ric RECORD.

A polícia trabalha com a hipótese de crime passional ou execução encomendada. “O autor foi até a residência do advogado de forma repentina, sem aviso. Ele já sabia onde Carlison morava e o pegou desprevenido. Trabalhamos com a hipótese de uma execução encomendada”, acrescentou Fontana.

Além do recém-nascido, o advogado deixa o filho de sete anos e a esposa.

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