Uma farmácia localizada na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) está sendo investigada pela venda de leite em pó para recém-nascidos pertencente a um lote contaminado, que já havia sido recomendado para recolhimento. A denúncia foi recebida pela RIC Record e está sendo apurada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (DECRISA).

De acordo com a investigação, o estabelecimento faz parte de uma grande rede de farmácias e ainda comercializava o produto mesmo após a fabricante emitir um comunicado oficial de recolhimento de alguns lotes do suplemento infantil. O caso ganhou ainda mais gravidade após a confirmação de que dois bebês, no Distrito Federal, foram intoxicados após o consumo do mesmo produto.
Após receber a denúncia, policiais da DECRISA foram até a farmácia e encontraram oito unidades do leite em pó proibido ainda à venda. Todo o material foi apreendido e encaminhado à delegacia para os procedimentos legais.
Segundo a delegada Vanessa Cristina, responsável pelo caso, a dona do estabelecimento foi autuada em flagrante.
“Nós recebemos a denúncia, a equipe se deslocou ao local e de fato havia oito unidades dos produtos que haviam sido proibidos. Todas as unidades foram apreendidas. A responsável pelo estabelecimento foi autuada em flagrante. Foi arbitrada fiança e o caso segue com diligências. O estabelecimento também foi orientado a adotar mais cautela”, afirmou a delegada.
Ainda conforme a delegada, a responsável pela farmácia alegou que retornou recentemente de férias e que teria questionado a equipe, por meio de um grupo interno, se os produtos haviam sido retirados das prateleiras.
“Ela justificou que retornou de férias recentemente e que teria colocado no grupo da farmácia indagando se haviam retirado esses produtos. Mas ninguém respondeu. É importante que as pessoas verifiquem os produtos”, completou Vanessa Cristina.
A marca responsável pelo suplemento infantil confirmou o recolhimento de alguns lotes, por meio de um comunicado oficial, e orientou os consumidores a não utilizarem o produto e entrarem em contato com o serviço de atendimento ao cliente.
A farmácia informou que a venda do produto ocorreu por erro interno, afirmou que não teria recebido aviso prévio específico sobre o recolhimento daquele lote e declarou que está colaborando com as autoridades.
O caso segue sob investigação, e a polícia alerta pais e responsáveis para que verifiquem o número do lote dos produtos destinados a recém-nascidos antes do consumo.