A família de Nicoli Eduarda Schuwab Pinto, de 17 anos, que foi morta a facadas na frente da própria filha pelo ex-companheiro, de 19 anos, na tarde da última segunda-feira (2), em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), pediu justiça durante o velório da jovem.

Foto mostra Nicoli Eduarda Schuwab Pinto
Nicoli Eduarda Schuwab Pinto tinha 19 anos e deixa uma filha bebê. Foto: Arquivo Pessoal.

Jeicyane Neves, prima de Nicoli, conversou com a reportagem da Ric RECORD e disse que a vítima era uma pessoa tranquila, meiga e que não fazia mal a ninguém.

“A Nicoli era uma pessoa meiga, carinhosa, ela não fazia mal a ninguém. Você não ouvia uma queixa dela, nada. Ela vinha atrás de nós: ‘Tia, vamos fazer um cabelo, uma unha?’. O único lugar que ela ia era a minha casa, a casa da minha mãe; ela não saía e ficava ali no final de semana, era sempre entre nós”.

relatou Jeicyane Neves.

De acordo com testemunhas, no dia do crime, a Nicoli estava em casa com o bebê do casal quando o suspeito chegou de bicicleta e invadiu o imóvel armado com uma faca. Ao encontrar a ex-companheira, ele teria iniciado uma discussão e, em seguida, desferido vários golpes contra a vítima.

Relacionamento conturbado

Segundo a prima de Nicoli, o relacionamento da vítima com o ex-companheiro começou a dar sinais de abuso logo no início.

“Acho que passados já uns 3 ou 4 meses, a gente começou a estranhar o comportamento dela, porque ela era uma menina que gostava de se arrumar, passar maquiagem, fazer o cabelo, a unha; ela era vaidosa, e de um tempo para cá não fazia mais. Quando ela ficou com ele, ela parou com tudo. Ela não se arrumava, ela não passava maquiagem; era muito difícil. Só quando ele não estava que ela passava maquiagem, mas quando ele chegava, ele fazia ela tirar”

disse a prima da vítima.

A parente relatou que a jovem passou a ser proibida de sair de casa e aparecia com hematomas pelo corpo.

“Ela não ficava mais com a gente, era difícil ver ela sair na rua, só ficava trancada, de pijama ou roupão, porque ele não deixava ela sair. Era muito difícil você ver ela andando arrumadinha na rua, como a gente conheceu ela. Quando ela andava com a gente ela era toda maquiadinha, mas, infelizmente, depois que ficou com ele, acabou”

comentou Jeicyane.
Foto mostra velório da jovem morta a facadas
A família de Nicoli Eduarda pediu justiça pela morte da jovem durante o velório. Foto: Kainan Lucas/Banda B.

A prima de Nicoli afirmou que o suspeito de cometer o crime achava que era dono da jovem.

“Ele achava que ele era dono dela, que podia mandar nela: ‘Você vai andar do jeito que eu quero, não do jeito que você quer’. E se não fosse do jeito dele, ela aparecia com os roxos em casa”

falou.

A família disse que aconselhou Nicoli a se separar do agressor antes que a situação se agravesse; porém, sempre que o rapaz pedia desculpas pelas agressões e pelo comportamento abusivo, a vítima voltava para o relacionamento.

Família pede Justiça

A família de Nicoli Eduarda pede justiça pela morte da jovem, brutalmente assassinada na frente da própria filha.

“Justiça! A gente pede a justiça! Que ele vá para a cadeia e apodreça lá, porque ela não vai voltar. E ele está lá, está comendo, deitado, se recuperando; mas e a nossa Nicoli? Olha onde ela foi parar! Queremos justiça. Espero que todo mundo que conheceu a Nicoli se junte a nós para pedir justiça por ela”

pediu Jeicyane.

A prima de Nicoli fez um apelo pedindo o fim da violência contra a mulher, que mata milhares de vítimas todos os anos.

“Tem que acabar, gente! Chega! Chega de mulher morrer, não dá mais! Enquanto não acontece com a família da gente, a gente quase não se preocupa. Dá dó quando acontece, a gente vê que a gente tem que lutar, tem que pedir justiça por todo mundo, por todas as mulheres. Chega disso!”

implorou.

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