As investigações sobre o assassinato de Pedro Lourenço Júnior, de 30 anos, ocorrido na madrugada de 29 de setembro em Agudos do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), ganharam novos desdobramentos após depoimentos da família da vítima. A ex-companheira de Pedro e um amigo dela confessaram participação no crime.
Pedro foi morto com 16 facadas enquanto dormia. Após o homicídio, os suspeitos arrastaram o corpo para fora da casa antes de fugir.

O casal, que teve quatro filhos e foi casado por mais de 13 anos, tinha um histórico de brigas, com medidas protetivas em vigor. Segundo a família da vítima, em entrevista à Ric RECORD, a motivação do crime estaria ligada a questões financeiras.
“Como o Júnior tinha a curatela de uma prima com muitos bens, a ex-mulher queria assumir essa curatela. Ele já havia procurado um advogado para se divorciar e retomar o controle, e ela, ao saber disso, fez o que fez. Basicamente, é por dinheiro”
disse um familiar que preferiu não se identificar.
Priscila Aline, advogada da família, afirmou que, dias antes do homicídio, havia alertado sobre o interesse da ex-mulher na curatela de uma pessoa incapaz.
“Fomos procurados uma semana antes do crime por uma familiar, que relatou que a ex-mulher queria assumir a curatela de uma pessoa incapaz com muitos bens. Orientamos que não seria possível e, logo depois, ocorreu o homicídio. É claro que foi um crime premeditado: madrugada, com arrombamento, e motivado por patrimônio. Verificamos documentos da curatelada e constatamos que havia benefícios e pensões significativos, que a suspeita conseguiu se apropriar”
contou a advogada.
O advogado Dyogo Cardoso, que também representa a família da vítima, acrescentou detalhes sobre a premeditação e a execução do crime.
“Ela foi com claro intento, ela premeditou esse fato. É um interesse patrimonial muito maior. Ela se apropriou de cartões de benefícios e parte do patrimônio da pessoa sob curatela da vítima. A motivação real não é a que ela alega, é financeira. Vamos buscar justiça”
afirmou Cardoso.
A família de Pedro esteve na delegacia de Fazenda Rio Grande prestando depoimento e agora busca justiça.
“Queremos limpar a honra do Júnior. Ela se passa por vítima, mas não é. Ele jamais ameaçaria os filhos. Ela queria todo o dinheiro, e se não houver justiça, poderá ficar impune”
disse um familiar.
Investigações em andamento
Procurada, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) informou que as investigações continuam a fim de esclarecer a motivação do homicídio. “As diligências seguem em andamento com a coleta de depoimentos e análise de outras provas já apuradas ao longo do inquérito”, disse a corporação.
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