Familiares e amigos do motociclista Guilherme Xavier de Almeida Lopes, de 31 anos, morto na BR-277, realizaram uma manifestação no local do acidente, no bairro Santo Inácio, em Curitiba, na noite deste sábado (28). O suposto racha que matou a vítima aconteceu no dia 19 de março.

Familiares e amigos do motociclista Guilherme Xavier de Almeida Lopes, de 31 anos, realizaram uma manifestação na BR-277, no bairro Santo Inácio, em Curitiba. A imagem mostra familiares e amigos de Guilherme com cartazes, em protesto contra a morte dele, causada por um suspoto racha entre carros.
Familiares e amigos de Guilherme Xavier de Almeida Rocha Lopes, motoclista morto durante suposto racha entre carros, levaram cartazes às ruas. Foto: Kainan Lucas/Banda B

A manifestação contou com o apoio da concessionária Via Araucária e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que acompanhou a mobilização e orientou o trânsito. Apesar da presença policial, motoristas passaram em alta velocidade no sentido contrário, como se estivessem disputando pequenos “rachas”, como são conhecidas as corridas ilegais de automóveis em vias públicas.

Havia relatos de uma corrida ilegal marcada para madrugada deste sábado (28), e, por isso, a PRF afirmou que manteria equipes no local durante toda a noite, com o objetivo de intensificar a fiscalização e tentar impedir novas disputas ilegais.

Entenda o acidente que deixou motociclista morto na BR-277

Guilherme Xavier de Almeida Lopes morreu após ser atingido por um carro enquanto pilotava uma motocicleta na BR-277, na altura do bairro Santo Inácio. O acidente teria sido provocado durante um suposto racha envolvendo um Audi A3 e um Volkswagen Jetta.

A vítima conduzia uma CG 125 quando foi atingida na traseira pelo carro que supostamente participava de uma corrida ilegal. A motocicleta foi lançada contra o guard-rail e pegou fogo e Guilherme morreu no local.

De acordo com Juliano Sá, policial rodoviário federal, o motorista do Audi estava no0 local e fez o teste do bafômetro, que apresentou resultado negativo para ingestão de álcool.

O que diz a família de Guilherme

Durante a manifestação, a esposa de Guilherme, Jeane Pereira de Oliveira Rocha Lopes, disse confiar no trabalho investigativo da polícia, mas afirmou acreditar ter sido uma corrida ilegal que causou o trágico acidente. Jeanea apontou ainda que câmeras de outros pontos da via podem esclarecer o caso.

Questionada sobre o motorista do veículo não ter se apresentado à delegacia, a esposa de Guilherme comentou ter sido sua “pior decepção”:

O próprio delegado falou para mim que isso não poderia ter acontecido. Eles deveriam ter sido apresentados. Para mim, foi um baque, porque eu falo sempre que acredito na nossa Justiça, que acredito que eles são pessoas justas por estarem ali, mas para mim foi uma decepção por eles não terem, pelo menos, segurado a pessoa para pagar pelo ato que fez.

disse Jeane.

Rachas são frequentes na região

Moradores da região dizem que rachas são comuns no trecho. No dia do acidente que matou Guilherme, uma moradora chamada Tatiana relatou que tem medo de voltar do trabalho durante a noite. “Tem racha toda semana aqui. […] Os carros passam correndo e a gente só escuta barulho de racha e de acidente”, comentou ela.

📲 Não perca nenhuma notícia! Siga o Instagram da Banda B e receba as atualizações direto no seu feed. Clique aqui!

📲 O Google pode parar de mostrar o portal Banda B. Clique aqui para ver nossas notícias.