Um homem de 38 anos foi executado a tiros no começo da manhã desta segunda-feira (22), no Jardim Aeroporto, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). A vítima, Maikon Rubens Bonete Alves, já tinha sido preso, em 2013, por envolvimento na morte de um tenente-coronel da reserva, que aconteceu em 2012.

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Foto: Djalma Malaquias/Banda B.

O crime aconteceu por volta das 6h, na Rua Demétrius Elias Djazi. Os atiradores chegaram na casa se identificando como policiais. Ambos usavam balaclava para não serem reconhecidos.

“Pelas filmagens da câmera da casa, foram pelo menos três indivíduos. Deram ré no portão, arrombaram o portão, arrombaram a porta também. Subiram para o quarto do casal. No quarto do casal, renderam a esposa dele”

disse o aspirante Caniggia, da Polícia Militar (PM).

De acordo com informações, a dupla chegou pedindo pelo “ouro”. Em seguida, os homens efetuaram os disparos contra Maikon, que morreu antes mesmo da chegada do socorro.

“Eles falaram por quem passaram ‘cade o ouro, cadê o dinheiro’, mas não procuraram nada, não vasculharam a casa. A ação foi bem rápida, demorou cerca de três minutos apenas. Eles cruzaram com a filha dela, que estava no andar de baixo, mas só mandaram sair da frente”

detalhou o PM.

Os dois atiradores fugiram em um HB20 sedan. O carro usado no crime foi incendiado a três quadras do local do crime.

Segundo o policial, a esposa da vítima chegou a dizer que os atiradores estavam fardados. Mas, pelas imagens das câmeras de segurança da casa foi possível ver que eles não usavam farda.

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Foto: Djalma Malaquias/Banda B.

Acusação de crime

Maikon, que era conhecido por “Bauducco”, foi preso em 2013, acusado de ter participado da morte do tenente-coronel da reserva da Polícia Militar João Antônio Pazinatto, 56 anos, e da acompanhante dele, Débora Cristina Zavaski, de 30, que era usuária de drogas.

O crime aconteceu em outubro de 2012, na Rua Ada Macaggi, no Bairro Alto, em Curitiba. Em março de 2015, Maikon foi inocentado no Tribunal do Júri de Curitiba. De acordo com o advogado Cláudio Dalledone Júnior, que representava Maikon na época, a falta de provas por parte da acusação foi o motivo que levou à decisão do tribunal.

Para a PM, a morte de Maikon pode ser um crime encomendado. Mas isso deve ser apurado pela Polícia Civil.

“Ele usava tornozeleira e saiu da cadeia em dezembro, passou um tempo preso. Não temos como saber, mas aparentemente sim. Eles entraram, sabiam o que queriam fazer, mataram e saíram, uma ação bem rápida. Não levaram nada”

concluiu o aspirante Caniggia, da PM.
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Foto: Djalma Malaquias/Banda B.

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Falsos policiais invadem casa e matam homem acusado de matar coronel da PM na Grande Curitiba

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