Redação
Katia foi morta com 5 tiros em 2010 – Foto: ArquivoAcontece nesta quinta-feira (21), no Tribunal do Júri, em Curitiba, o julgamento do empresário Vanderson Benedito Correa, acusado de homicídio qualificado da advogada Kátia Regina Leite. Ela foi assassinada em 2010 com cinco tiros na cabeça, quando saía de casa, no bairro Boa Vista. O julgamento acontece a partir das 8 horas. Serão ouvidas 11 testemunhas.
Desde o crime, a OAB Paraná acompanha as investigações, pois havia fortes indícios de que a motivação foi a atuação profissional da advogada durante um processo de separação judicial, onde ela defendia a ex-esposa do empresário.
O advogado Dálio Zippin Filho foi designado para atuar como assistente de acusação em nome da OAB já na fase do inquérito policial.
A prisão preventiva de Vanderson Correa foi decretada em 2015 pela 2ª Vara do Tribunal de Júri de Curitiba. Pedidos de liberdade foram negados tanto pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) quanto pelo relator de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O outro acusado, Flávio Vasques Oliveto, era policial militar na época do crime. Ele está preso na Casa de Custódia de São José dos Pinhais desde 2015 e aguarda julgamento da apelação no TJ-PR.
Flávio Vasques Oliveto (esquerda) é apontado como o executor do crime e Vanderson Correa é o suspeito de ser o mandante – Fotos: Arquivo Banda BO crime
A advogada Kátia Regina Leitte Ferraz, de 44 anos, foi morta no dia 24 fevereiro de 2010, dentro do carro em um condomínio do bairro Boa Vista, em Curitiba. As investigações apontaram que a advogada foi assassinada de forma cruel por exercer sua função e defender uma cliente contra o empresário. “Como ela havia ajuizado várias ações contra o empresário Vanderson Benedito Correa isso fomentou um ódio contra ela que culminou neste crime brutal”, disse o delegado Marcelo Lemos à época. Ela foi morta com cinco tiros na cabeça quando saía do condomínio onde morava.
O outro preso, Flávio Vasques Oliveto, era policial militar lotado na Rone na época do crime. Ele é suspeito de ter feito o disparo contra a vítima a mando de Vanderson.
Advogada há mais de 20 anos, Kátia comandou por uma década o setor jurídico do Conselho da Condição Feminina, atuou como secretária-geral adjunta na subseção de Curitiba (1998-2000) e, um mês antes de ser morta, havia sido aprovada em concurso para trabalhar na ParanáPrevidência. Era uma defensora intransigente dos direitos da mulher. A advogada deixou três filhos.
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