Por Marina Sequinel

montagem-onibus (1)Sequestro e depredação aconteceram por volta da 0h10. (Foto: Sindimoc/Montagem Banda B)

A cobradora do ônibus da linha Cabral-Tamandaré, sequestrado no bairro Barreirinha, em Curitiba, foi agredida durante a ação de torcedores rivais na madrugada desta quinta-feira (30). Segundo o presidente em exercício do Sindicato de Motoristas e Cobradores da capital e região (Sindimoc), Dino César, ela foi puxada pelo braço e ainda levou tapas dos bandidos.

“Sorte que ela conseguiu se desvencilhar quando o coletivo foi tomado pelos torcedores e fugiu. Mas a trabalhadora ainda está em estado de choque pelo momento de terror que passou. A violência maior não foi física, mas psicológica mesmo, por saber que não tem mais segurança no próprio emprego. Hoje nós saímos e não sabemos se voltamos para casa”, disse Dino César em entrevista ao radialista Geovane Barreiro durante o Jornal da Banda B 2ª Edição.

De acordo com ele, todo o apoio médico e psicológico será dado para a cobradora. “Ela ainda pediu para a empresa mudar a escala, porque ela não se sente mais confortável trabalhando na que fazia antes. Nós somos reféns das ações dos bandidos, que agem a qualquer hora do dia. Eu gostaria muito que os policiais deixassem os carros em casa e andassem de ônibus, para inibir esse tipo de coisa”, comentou o presidente em exercício.

A cobradora foi agredida logo após fugir de uma emboscada preparada por torcedores na madrugada de hoje. O ônibus saiu do terminal Cabral com destino à Almirante Tamandaré no momento do crime. No meio do caminho, na Avenida Anita Garibaldi, ainda na capital, cerca de cinquenta pessoas pararam no meio da rua e obrigaram o motorista a estacionar.

“O trabalhador não podia passar por cima deles. Na correria, ele, a cobradora e os passageiros saíram correndo, enquanto os 50 torcedores tomaram o ônibus. Os bandidos ainda abandonaram o veículo em movimento. Se um homem que estava no local e viu tudo não tivesse pulado e parado o automóvel, poderia ter acontecido algo muito pior”, contou Dino César.

Há suspeitas de que o bando envolvido seja integrante de torcidas organizadas do Coritiba e do Atlético – ainda não se sabe, no entanto, qual das duas teria feito a emboscada.

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