Cinco pessoas foram presas, nesta quarta-feira (14), durante uma operação conjunta das polícias Civil e Militar contra o furto e a receptação de bobinas de fios de cobre, nos bairros Alto e Atuba, em Curitiba. Três dos detidos são funcionários terceirizados da Copel, enquanto os outros dois — pai e filho — são apontados como receptadores do material.
Segundo as corporações, pai e filho tinham um barracão no bairro Atuba, onde escondiam o material furtado. As investigações apontam que os funcionários terceirizados usavam a posição de confiança na empresa para desviar bobinas de cobre durante o expediente. O material então era repassado para a dupla de receptadores.

“É uma situação até vexatória pra um funcionário que presta serviço à população paranaense e se deixou levar pelo valor de venda do material com o que ele trabalha, fazendo um desvio do nosso imposto para benefício próprio”, disse o tenente Rattmann, da Polícia Militar (PM).
Ao todo, foram recuperados 45 kg de cobre, mas a polícia suspeita que o grupo tenha furtado cerca de 600 quilos. Uma única bobina de 500 kg pode custar mais de R$ 300 mil, segundo a Polícia Civil.
“São pai e filho e outras pessoas de dentro da empresa que estavam usando a confiança para fazer esse furtos. Nós conseguimos chegar no momento certo e fazer as prisões pelo crime de furto qualificado e receptação”, afirmou o delegado Horminio de Paula.
Segundo a PM, no momento da abordagem, um dos receptadores afirmou que não sabia que o material era furtado. No entanto, imagens obtidas pela polícia mostram o homem removendo as bobinas de dentro de um caminhão, e ele acabou confessando que escondeu parte do produto em casa.
Os cinco presos foram levados ao 7º Distrito Policial, no Hauer, e devem responder por furto qualificado e receptação. As penas podem variar de 5 a 8 anos de prisão. Não cabe fiança.
A Banda B apurou que a operação contou com apoio da Copel. Em nota, a empresa comentou sobre a ação. Confira abaixo!
“A ação policial foi motivada por denúncia da própria Copel, a partir de ação suspeita de equipe terceirizada flagrada em monitoramento da área de segurança empresarial da companhia. A Copel aguarda o encaminhamento do processo pelas autoridades e irá tomar as medidas administrativas, cíveis e criminais contra os responsáveis.”
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