Da Redação
Dois celulares roubados de clientes ajudaram o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) a prender os suspeitos pela morte do policial civil Nielsen Custódio da Silva, de 37 anos, assassinado durante um assalto a um restaurante japonês do bairro Vila Izabel, em Curitiba, na noite do último dia 28 de julho. De acordo com a Polícia Civil, além dos dois suspeitos, outros nove envolvidos de assaltos também acabaram detidos na “Operação Arrastão”.
Heraldo Ertes dos Santos, conhecido como “Biguá”, de 23 anos, é o principal suspeito de atirar contra o Nielsen. A polícia acredita que Nielsen foi reconhecido por um dos bandidos durante o assalto e, por esse motivo, acabou morto.
O outro detido é Marlon Jhon Anderle, de 22 anos, o “Marlinho”. A polícia acredita que arma usada pelos criminosos, um revólver calibre 38, foi encontrada na casa de Mari Estela Soares Pereira, de 25 anos, que é namorada de “Biguá”.
“Este revólver provavelmente é a arma do crime, que será encaminhada para perícia para comprovação”, afirmou o delegado-chefe do Cope, Rodrigo Brown, citando que a arma encontrada hoje estava com a numeração raspada. Mari foi presa e vai responder pelo crime de posse irregular de arma de fogo.
Um dos aparelhos roubados foi encontrado com Anderle durante o cumprimento de prisão e busca e apreensão. O outro telefone foi vendido para Eliseu Taborda Lara, 22 anos, dono de uma loja na CIC que revendia aparelhos celulares roubados que também foi preso na ação policial de hoje. Segundo a investigação Lara e “Biguá” seriam amigos. No interior da loja, os policiais encontraram diversos aparelhos celulares e notebooks sem procedência que resultou no fechamento do local.
Outras prisões
Em diligências, o Cope também prendeu João Cláudio Geteski, 22 anos, suspeito de comprar o segundo celular roubado durante o arrastão na noite do crime, que foi rastreado pela polícia. Investigações apuraram que Geteski adquiriu o aparelho da loja de celulares de Eliseu. Geteski foi autuado pelo crime de receptação. Os demais presos responderão por associação criminosa, roubo e latrocínio.
A operação do Cope foi batizada como Arrastão porque os criminosos entraram no restaurante no bairro Vila Izabel e roubaram vários clientes do local, como num arrastão.
Vídeo
O Cope divulgou também um vídeo que mostra a operação que culminou com a prisão de Heraldo e Marlon. Acompanhe no player abaixo:
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