Por Elizangela Jubanski e Djalma Malaquias
O policial civil Nielsen Custódio da Silva, morto durante um assalto a um restaurante japonês na noite desta terça-feira (28) teria sido reconhecido por um dos bandidos. O crime aconteceu dentro do estabelecimento, que fica no bairro Vila Izabel, em Curitiba, enquanto o policial jantava com a esposa. As investigações apontam que o policial não conseguiu sacar a arma e que teria sido alvejado por um disparo de arma de fogo no peito porque o bandido teria o reconhecido. O policial era lotado na Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) de Curitiba.
O delegado-adjunto do 1º Distrito Policial, Pedro Machado, afirmou que o reconhecimento mútuo pode ter sido o motivo da morte do investigador. “A informação que temos é que ele foi vítima por causa da circuntância profissional. O marginal não se compadece, não tem pena de ninguém, de policial, da população, de ninguém. O policial teria reconhecido o bandido e assim vice-versa, ocasionando o disparo contra o policial. Ele não teve nem chance de sacar a arma e foi covardemente assassinado enquanto jantava com a família”, conta o delegado.
De acordo com a Polícia Civil, as imagens das câmeras de segurança dos locais próximos já estão com os investigadores. “Temos fotos e nomes de suspeitos. Estamos fazendo outros levantamentos e todos concentrados nesse crime”, disse.
A Polícia Militar, Civil, Federal e Guarda Municipal (GM) estão envolvidas no caso. O delegado aproveitou para criticar a atual legislação, que acredita ser ‘pouco dura’ com os bandidos. “Se é um policial que atira e mata um bandido, ia responder de maneira civil, administrativa e criminal. Enquanto isso, o marginal, caso seja preso, vai se sentir em casa em um ambiente que lhe é propicio. Hoje , precisamos mudar as leis, para que se tornem mais duras e, principalmente, mudar as leias de Execuções Penais”, desabafa.
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