Por Marina Sequinel e Antônio Nascimento

Corpo do policial foi velado no Cemitério Municipal de Curitiba durante a tarde de hoje. (Fotos: Danaê Bubalo e Antônio Nascimento – Banda B)

O policial civil Nielsen Custódio da Silva, de 37 anos, morto durante um assalto a um restaurante japonês na noite desta terça-feira (28), havia se mudado para Curitiba por acreditar que a cidade era menos violenta que o Rio de Janeiro, onde nasceu. Segundo Eduardo Madureira, amigo de infância do rapaz, ele passou em um concurso público para trabalhar como investigador em 2011, época em que veio viver na capital paranaense.

policial-dentro (1)Policial civil era carioca e saiu da Marinha do Rio de Janeiro para viver na capital paranaense. (Foto: Reprodução)

“Ele era como um irmão para mim, estávamos sempre juntos, na minha casa, fazendo festa e churrasco. Todo mundo está inconsolável. Ele saiu da Marinha do Rio, se mudou para cá justamente por achar que aqui era um lugar mais seguro e acontece essa tragédia”, declarou Madureira em entrevista à Banda B na tarde de hoje (29).

O corpo de Nielsen passou pelo Cemitério Municipal de Curitiba antes de ser encaminhado ao Rio de Janeiro, onde será sepultado nesta quinta-feira (30). De acordo com o amigo, o investigador planejava se casar em breve e construir uma casa em um terreno comprado com a noiva na região metropolitana da capital.

“Há cerca de um mês ele me visitou e nós conversamos sobre o futuro. Lembro que ele me mostrou a imagem de um deck que queria montar no jardim da residência que moraria com a esposa. O sonho dele era formar uma família”, completou Madureira.

Para o delegado Anderson Cássio Ormeni Franco, colega do investigador na Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), a morte de Nielsen é uma perda irreparável. “Ele era excelente como pessoa e profissional. É terrível ter que velar um parceiro assim. Apesar da violência extrema, eu não me arrependo de ser policial e vou seguir com essa carreira pelo resto da vida, para honrar os companheiros perdidos”, concluiu Franco.

Assista abaixo ao momento de homenagem a Nielsen durante o velório:

Investigações

A DFR e o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) são responsáveis por investigar o caso. Segundo o delegado Rafael Vianna, da DFR, a polícia trabalha agora para identificar os quatro suspeitos de assaltar o restaurante e matar o investigador.

“Eles começaram a recolher as carteiras dos clientes e quando viram que o Nielsen era policial, atiraram. É muito triste ver como as pessoas desvalorizam a vida e toda a miséria em que a sociedade vive. Hoje, a Polícia Civil chora e o que nos resta é prender esses marginais”, disse Vianna.

O delegado Rubens Recalcatti, da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio, também esteve no velório e afirmou que o crime deve ser desvendado o mais rápido possível. “Eu peço para que as pessoas que conhecem esses indivíduos nos avisem, para que eles não matem mais ninguém e possam ser presos”, orientou. Quem tiver informações sobre o paradeiro do quarteto pode entrar em contato pelos telefones 197 ou (41) 3218-6100.

O caso

Custódio da Silva foi morto durante um assalto dentro de um restaurante no bairro Vila Izabel, enquanto jantava com a noiva. As investigações apontam que o policial não conseguiu sacar a arma e que teria sido atingido por um disparo no peito porque um dos bandidos teria reconhecido o policial. Ele era lotado na DFR da capital.

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