O caminhoneiro Nunes Silvério de Melo, apontado como o autor de um duplo homicídio em abril de 2025 no Paraná, foi preso na manhã deste sábado (24), na cidade de Atibaia, em São Paulo.

Segundo informações do portal aRede, parceiro da Banda B, a prisão foi realizada após o Tribunal de Justiça restabelecer a prisão preventiva. A ação foi coordenada pela Polícia Civil e Polícia Militar de São Paulo.
De acordo com a investigação, Nunes Silvério de Melo é apontado como autor das mortes dos irmãos Gilberto Vasconcelos e Josiel Vasconcelos, também caminhoneiros.
Relembre o caso do duplo homicídio no Paraná
O assassinato dos irmãos aconteceu enquanto as vítimas aguardavam para descarregar soja no pátio de uma empresa.
Segundo a Polícia Militar, houve uma discussão após Nunes Silvério bloquear a passagem com o veículo ao trafegar em sentido contrário. O desentendimento evoluiu para agressões físicas, e os irmãos foram atingidos por golpes de faca.
Suspeito havia sido solto antes da nova prisão
Nunes Silvério deixou a Cadeia Pública Hildebrando de Souza na noite de quinta-feira (22), após ficar quase nove meses preso. No entanto, neste sábado (24), a Justiça determinou novamente a prisão preventiva, o que levou à nova captura.
O trabalho de inteligência da polícia identificou que o caminhoneiro seguia viagem em um ônibus com destino a Belo Horizonte.
Após a confirmação do mandado de prisão, foi dada voz de prisão, e o caminhoneiro foi encaminhado ao Plantão Policial de Atibaia, onde permanece à disposição da Justiça.
O que diz a defesa da família dos irmãos
A advogada da família dos irmãos Gilberto Vasconcelos e Josiel Vasconcelos, Thaise Mattar Assad, comentou que a soltura do suspeito foi indevida.
“Na nossa ótica, a soltura foi completamente indevida. Nunes Silvério não poderia ter sido colocado em liberdade. Ele praticou crimes extremamente hediondos, triplamente qualificados, e ele apresenta, sim, uma periculosidade acima da média. Além da periculosidade, o tribunal também citou a brutalidade dos crimes praticados, bem como o risco de ele fugir, de se ausentar de Ponta Grossa e não ser responsabilizado pelos crimes que cometeu”.
A advogada destacou o trabalho da Polícia Civil, que conseguiu prender o suspeito no momento em que ele saía do estado.