O que começou com um simples clipe de papel colocado em uma tomada dentro de sala de aula acabou em uma cena de violência brutal, que deixou uma adolescente de 12 anos internada após sofrer convulsões em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Imagens divulgadas pela família mostram a adolescente sendo imobilizada e recebendo socos, tapas e cotoveladas no rosto e na cabeça.

A Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) confirmou, em nota, que a confusão entre as estudantes do Colégio Estadual Professora Helena Wysocki teve origem no episódio do clipe.
Segundo o órgão, a situação foi contida pela equipe pedagógica no momento em que aconteceu. No entanto, a história não terminou ali.
No dia seguinte, já fora dos portões da escola, a briga explodiu em agressões violentas contra a menina, que acabou no hospital.
“A inserção de um clipe de papel em uma tomada gerou desentendimento entre alunos […]. No dia seguinte, a direção da instituição foi informada pela mãe de uma das estudantes envolvidas que uma briga, pelo mesmo motivo, se deu fora dos portões da instituição de ensino. A direção orientou a responsável a realizar Boletim de Ocorrência na delegacia mais próxima”
destacou a Seed em nota oficial.
Cenas de violência revoltaram
Imagens gravadas pelos alunos e divulgadas pela família mostram a adolescente sendo imobilizada e recebendo socos, tapas e cotoveladas no rosto e na cabeça. Conforme o boletim de ocorrência, três meninas – duas irmãs e uma prima, com idades entre 11 e 14 anos – teriam participado da agressão.
No documento registrado no colégio, os responsáveis pelas agressoras alegaram que a vítima estaria provocando as meninas em um terminal de ônibus. A família da adolescente contesta: “ela nunca vai ao terminal, porque o pai busca a menina todos os dias de carro na porta da escola”.
Convulsões e internação
De acordo com a mãe da vítima, a jovem foi levada ao hospital logo após a agressão, com cortes na boca. Mas a situação se agravou na madrugada.
“Tivemos o atendimento, mas na madrugada ela teve convulsão, provavelmente relacionada a essas agressões. No domingo ela teve nova convulsão, foi internada e está até o momento no hospital fazendo exames”
disse a mãe da menina.

A mãe lembra ainda que a filha nasceu prematura e só havia apresentado convulsões quando tinha dois anos de idade. Desde então, nunca mais havia tido crises. Agora, a família cobra punição exemplar para as agressoras.
“Minha filha não vem de uma família acostumada com agressões, precisa ter uma punição para essas meninas que bateram e saíram rindo, nem que seja terem que sair da escola. Dói muito saber que outros pais viram e não fizeram nada”
desabafou.
Polícia investiga
O caso está sendo acompanhado pela polícia, que apura as responsabilidades e pode enquadrar as envolvidas pelo ato infracional equivalente ao crime de lesão corporal. Enquanto isso, a comunidade escolar segue em choque com a gravidade da violência.
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