Um bombeiro militar foi preso, nesta terça-feira (29), em Curitiba, após a Polícia Federal deflagrar a Operação FireVaper, destinada a reprimir a venda indiscriminada e ilegal de cigarros eletrônicos pela Internet.

O nome da operação tem relação com a profissão do suspeito e aos vapers, nome pelo qual são usualmente conhecidos os cigarros eletrônicos.
A Polícia Federal iniciou a investigação a partir de uma denúncia anônima sobre o bombeiro, que também é estudante de medicina na capital paranaense. A PF identificou o imóvel no qual o suspeito reside e que também serviria como depósito dos vapers, sendo as vendas realizadas por meio de redes sociais e com entregas feitas por motoboys em toda a cidade.
A PF cumpriu um mandado de busca e apreensão num apartamento no Alto da Glória, sendo apreendidas milhares de unidades de cigarros eletrônicos, essências e acessórios de procedência estrangeira, cuja importação é expressamente proibida pela ANVISA, em razão dos comprovados males causados à saúde da população.
O suspeito foi preso em flagrante por manter em depósito para venda as mercadorias contrabandeadas, sendo conduzido à Sede da PF para interrogatório.
As investigações serão devidamente aprofundadas para identificar todos os responsáveis pela introdução clandestina dos cigarros eletrônicos em território nacional.
Vale destacar que os denominados “dispositivos eletrônicos para fumar” (DEF’s), como são conhecidos os cigarros eletrônicos, embora bastante populares entre jovens, têm sua comercialização, importação e propaganda estritamente proibidas em todo o território nacional.
A manutenção em depósito para venda de cigarros eletrônicos, essências e acessórios de origem estrangeira, mesmo em residências particulares, constitui crime de contrabando, sujeitando o responsável à pena de prisão de dois a cinco anos.
Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que está acompanhando a situação para instaurar os procedimentos administrativos.
Confira a nota do Corpo de Bombeiros:
Informamos que estamos acompanhando o desenrolar da situação, juntamente com a Polícia Federal, para instaurar os procedimentos administrativos atinentes ao caso.
O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná não compactua com desvios de conduta de nenhuma natureza e se coloca à disposição das autoridades competentes para auxiliar na apuração do ocorrido e esclarecimentos dos fatos.
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