Mais de 200 policiais participaram da operação. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Muitos dos alvos da “Operação Tellure”, deflagrada no litoral do Paraná contra o tráfico de drogas, já estavam presos e comandavam os crimes de dentro da cadeia, delegando atividades para os próprios familiares. Segundo o delegado Rogério Martins de Castro, que participou da ação, os detentos passavam o comando para irmãos, esposas e até as mães, o que justifica o grande número de mulheres detidas.
Após oito meses de investigação, 200 policiais saíram às ruas nesta quarta-feira (6) para cumprir 51 mandados de prisão e 44 de busca e apreensão. “No fim de outubro do ano passado, o litoral enfrentava uma escalada criminosa referente ao tráfico e delitos que decorrem dele, como homicídio, furtos e roubos. Nos trabalhos realizados não só em Paranaguá, mas em outros municípios, nós verificamos que não estávamos tendo os resultados esperados. Por isso, decidimos nos unir à Polícia Militar e às unidades da Polícia Civil e fazer outro tipo de abordagem, que resultou na operação deflagrada hoje”, explicou o delegado.
Mais de 10 quadrilhas que agiam no litoral do Paraná foram desarticuladas pelos policiais nesta quarta-feira. “As interceptações feitas por nós, com autorização da Justiça, revelam uma série de crimes atribuídos a esses grupos. Descobrimos, ao longo das investigações, que aqueles que estavam presos passavam o comando do tráfico para familiares, não só para irmãos, como para esposas e até mães… Algumas pessoas ainda estão foragidas e agora nós vamos trabalhar para localizá-las e prendê-las”.
O nome da operação é derivado do latim “tellur” que significa terra, em uma referência à cidade de Paranaguá. Além do tráfico de drogas, há indícios de que as organizações criminosas tenham envolvimento em outros delitos, como contrabando de cigarros, de armas e até assassinatos nos municípios do litoral.
Confronto
Um homem que era procurado pela operação foi morto ao reagir a uma abordagem policial em Pontal do Paraná. Segundo a polícia, o jovem de 22 anos, morador no balneário Ipanema, portava um revólver e, ao atirar contra uma equipe da PM, foi baleado e morreu no local.
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https://www.bandab.com.br/seguranca/procurado-em-operacao-contra-trafico-reage-a-abordagem-e-morre-baleado-em-praia-do-pr/
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