Curitiba atingiu a maior marca de novos casos em um dia de Covid-19 desde o início na pandemia nesta segunda-feira (24). Conforme o último boletim divulgado pela prefeitura, a capital registrou 3.380 novos casos da doença. Duas pessoas morreram nas últimas 48 horas.

'Disseminação se deve às férias e festas de fim de ano', diz prefeitura sobre recorde de novos casos
Foto Arquivo: Eduardo Matysiak/Futura Press/Folhapress.

A acelerada transmissão da variante ômicron é apontada como a justificativa para o aumento de casos da doença na cidade, assim como no país e no mundo.

A disseminação do vírus pela capital se deve ao movimento do final do ano, na avaliação do diretor do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, Alcides de Oliveira.

“As grandes festas, como Natal e Ano Novo, e o período de férias que se associa ao nosso verão, isso aumenta muito o deslocamento das pessoas e, naturalmente, vem ocorrendo um pouco de descuido da população. E aí o vírus tem espaço para a circulação, acometendo um grande número de pessoas. Nós observamos que no ambiente familiar muitas pessoas estão contaminando ao mesmo tempo”,

afirma o médico.

De modo geral, as pessoas contaminadas pela variante ômicron do coronavírus têm apresentado sintomas leves da doença, sem a necessidade de hospitalizações e sem levar à morte.

“A vacinação é um motivo de boa esperança para todos nós. A gente consegue observar o impacto naquele grupo vulnerável de idosos, diminuindo número de internamentos e mortes.”

Porém, como pontua Almeida, a partir do momento que se tem um número expressivo de pessoas atendidas pelos serviços de saúde, ele acaba tendo uma demanda maior e também por internamentos ao longo de um determinado tempo.

“É muito preocupante. O aumento de procura na rede de serviço, seja de pessoas sintomáticas, com tosse, coriza e febre, sintomas comuns de doenças respiratórias, ocorre a necessidade de internamento a uma parcela da população mais vulnerável. Com isso, a rede precisa se reestruturar, para que possa atender, fazer diagnóstico através da testagem e orientar a população”,

explica o diretor do Centro de Epidemiologia.

Por isso, o médico recomenda a permanência dos cuidados, com o uso da máscara, além de evitar as aglomerações e manter o distanciamento.

A atual orientação no caso de infecção, segundo Almeida, é de isolamento por pelo menos sete dias, para que possa se recuperar e não transmitir ou cortar a cadeia de transmissão na cidade.

Teleconsulta e agendamento de teste

Caso tenha sintomas, ligue para o (41) 3350 9000, para uma teleconsulta e, se necessário, agendar um teste.

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