Por Marina Sequinel 

(Imagem ilustrativa/Divulgação)

A vida do ex-vigilante Paulo Honório Ferreira, de 37 anos, mudou completamente desde que ele tomou a vacina da gripe H1N1 em 2010 no posto de saúde do Alto Maracanã, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba. Ele sofreu reação adversa à substância e quase morreu, depois de um quadro grave de insuficiência renal.

Ainda com sequelas da doença, ele entrou com uma ação contra a União e, agora, aguarda o pagamento de indenização de R$ 100 mil determinado pela Justiça. “Eu não bebia, eu não fumava, estava com a saúde perfeita. Três dias depois de tomar a vacina, eu sentei no sofá para amarrar o tênis e, no que levantei, deu uma tontura, o coração disparou e eu comecei a suar”, disse Ferreira em entrevista à Banda B nesta quinta-feira (11).

A partir de então, a saúde do ex-vigilante só piorou: ele teve pressão alta e, depois de ser internado no Hospital São Vicente, sofreu derrame pleural – acúmulo de líquido nos pulmões -, e teve vários órgãos afetados. “A vacina deixou rastros por todo o meu corpo, coração, baço, intestino e, por fim, os rins, que ficaram necrosados. Até hoje eu não sei como consegui sair da fila de transplante sem precisar do procedimento”, completou Ferreira.

Apesar do pior já ter passado, até hoje os seus rins ‘oscilam’ e ele passa mal, com vômitos e diarreia. Por causa do trauma que passou, o ex-vigilante entrou na Justiça contra o governo e ganhou a causa em 2015. De acordo com ele, as provas indicaram que a vacina causou vasculite, doença rara que causa a inflamação dos vasos sanguíneos e pode resultar na insuficiência dos rins.

“Essa é uma reação que está na própria bula da vacina, mas ninguém lê e o governo não diz. Para mim, o valor definido pela Justiça é pouco, porque terei que viver com os danos pelo resto da minha vida. Mas disseram que o montante teria que ser ‘razoável’ para a União. Parece que eles têm um prazo maior para poder pagar e eu estou esperando. Tomara que saia logo”, finalizou.

Alerta

Ferreira decidiu contar a sua história à Banda B depois que a prefeitura de Curitiba registrou quatro pacientes que tiveram reação à vacina neste ano. Apesar dessas situações, a orientação é não deixar de procurar pela imunização, porque se tratam de casos isolados.

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