O delegado Haroldo Luiz Vergueiro Davidson, da Delegacia de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, concluiu, nesta segunda-feira (25), o inquérito policial que investiga a morte de Anderson Alves da Silva, de 19 anos. Ele foi assassinado na última semana. O autor? O pai de uma menina de 13 anos que namorava com Anderson. Josué dos Santos teria perseguido o genro em fuga após a esposa avisar sobre as agressões à filha e efetuado os disparos contra o suspeito. Ele se apresentou à delegacia e foi ouvido em depoimento.
(Foto: Daniela Sevieri/Banda B)Em entrevista à Banda B, o delegado trouxe detalhes sobre a investigação. “Para nós, o fato já está encerrado, pois o autor assumiu que foi ele que cometeu esse crime e se apresentou. Agora, cabe a Justiça a aplicar a pena devida”, explicou. “Ele conta uma versão de que agiu sob forte emoção e que houve uma reação da vítima, que tentou tirar a arma que ele tinha na cintura e por isso realizou os disparos”, afirmou o delegado, que aponta incongruências no depoimento dele e da filha.
“Acho esquisito porque, se ele tinha todo esse problema envolvendo sua filha de 13 anos, por que não procurou as autoridades para auxiliá-lo?”, questiona Haroldo. “A filha também nos disse que o rapaz a assediava, que ela queria largá-lo, mas não conseguia. Nós sentimos umas contradições, pois tudo isso durou um ano e ela não procurou os pais para resolver o problema. Por que isso tudo ficou escondido por tanto tempo?”, pergunta o delegado.
Haroldo Luiz Vergueiro Davidson também alega que o pai foi negligente durante todo o problema. “Ele negligenciou a guarda da filha e a deixou a própria sorte. Não a aconselhou. Ela, com 13 anos, ainda é uma criança que não tem discernimento para entender o que realmente acontecia. A falha também é da família e aconteceu o que aconteceu. E o pai faz justiça com as próprias mãos? Está errado”, acrescentou.