Segundo versão de motorista de Uber, confusão começou após fechada (Reprodução Google Street View)
O motorista do aplicativo Uber que foi detido após confusão com um taxista em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, negou no fim da tarde desta quarta-feira (18) que tenha iniciado a briga. Ao contrário do informado pelo taxista em entrevista à Banda B, o motorista de Uber afirma que só pegou a arma de brinquedo após ser ameaçado com uma faca. A confusão aconteceu por volta das 10 horas, na Avenida Joaquim Nabuco.
“Eu havia acabado de deixar minha esposa e filha ali perto, quando esse motorista percebeu o adesivo que remete a um grupo de ‘drivers’ que eu participo. Reduzi na rua para passar a travessa elevada e ele encostou, jogando o carro contra o meu. Depois disso, ele me ultrapassou e abriu certa distância só para começar a me fechar. Eu puxava para a direita e ele também puxava para a direita. Eu puxava para a esquerda e ele jogava o carro para a esquerda. Próximo de um viaduto do armazém da família, quase bati o carro na mureta por culpa dele e foi o momento que perdi um pouco a cabeça e tirei satisfação. Nisso, ele desceu do táxi com uma faca e foi me chamando de ‘urubu’, que é como os taxistas chamam os motoristas de aplicativo”, garantiu o motorista que pediu para ser identificado apenas como Camargo.
O motorista do aplicativo afirma que o taxista estava com a esposa e que ela começou a filmar seu rosto e reação. Ele garante que o taxista chegou a encostar a faca em sua perna, momento em que pegou uma arma de prática de ‘airsoft’. “Eu me senti acuado e ele estava completamente alterado. Eu só peguei minha arma de ‘aisoft’ que estava no carro, em momento algum tirei do carro e ou apontei para ele, mas sem poder explicar, fui autuado enquadrado pela Guarda”, lamentou.
A arma de Camargo ainda não possui o bico laranja, característico da prática. Ele afirma que precisou vender recentemente a dele e comprou uma mais simples, mas que já estava providenciando a alteração.
Na delegacia, o motorista assinou um termo circunstanciado e foi liberado.
Taxista
O taxista, que pediu para ser identificado apenas como Alessandro, afirmou que foi perseguido. “Quando olhei no retrovisor, tinha um Prisma preto acelerado para converter à direita e me fechou. Não vou negar, eu fiquei nervoso, buzinei, acelerei meu carro e passei por ele. Com isso, o rapaz acelerou, atravessou o carro e puxou uma arma, começando a me ameaçar”, descreveu à Banda B.
O taxista disse que temeu pela vida. “Eu achei que morreria, mas ali na região tem uma equipe da Guarda Municipal e foi feita a abordagem a ele, onde acabou constatada uma arma de fogo de brinquedo. Apesar disso, não sabia que era de brinquedo e achei que seria meu fim”, explicou.
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