A história da Medicina do Paraná narrada em livro. Em comemoração aos 60 anos do Conselho Regional de Medicina do estado (CRM-PR) será lançado ainda este ano, em data a ser confirmada, um livro que narra a trajetória médica no estado. O jornalista Diego Antonelli, autor dos livros “Em Domínio Russo” e “Paraná – Uma História” assinará a obra em parceria com o assessor de imprensa do CRM-PR, Hernani Vieira.

A obra relata toda a consolidação do CRM no Paraná, passando pelos primeiros presidentes, primeiras sedes e pelas principais regulamentações criadas pelo Conselho que viraram referência para todo o cenário médico nacional, como a transfusão de sangue para os religiosos da Testemunha de Jeová e sobre regulamentação de como atestar a morte encefálica.

PRIMEIROS PASSOS

A obra, contudo, não se limita a narrar os feitos do CRM-PR. O livro realiza uma contextualização de como chegaram os primeiros médicos no estado e da criação dos primeiros hospitais no estado, como as Santas Casas de Paranaguá e Curitiba. A Santa Casa de Paranaguá, por sinal, abrigou o primeiro médico formado a atuar no estado. Era o irlandês Guilherme Wyle na segunda metade dos anos 1830. Antes quem cuidava da saúde da população eram leigos de nominados de “cirurgiões” ou “barbeiros”.

Já o primeiro médico paranaense a obter o diploma de médico foi o lapeano José Francisco Corrêa que se formou em 1843 na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Um ano antes Curitiba assistiu desembarcar o primeiro médico formado na capital. Era Joaquim Silveira da Mota, que havia se graduado na Alemanha.

CONTEXTOS

O livro sobre os 60 anos do CRM-PR engloba diversas fases e faces da medicina no Estado. Trata sobre a criação do primeiro curso no estado, na atual Universidade Federal do Paraná e sobre a inserção das mulheres no campo médico. Além disso, a obra trata da quebra de barreiras e preconceitos, com os primeiros negros se formando em Medicina e também dos imigrantes que chegaram ao estado e escolheram cuidar da saúde da sociedade como missão de vida. Muitas curiosidades, como a Turma dos Excedentes da turma de Medicina da UFPR, fazem parte da narrativa do livro. Nesse caso, em específico, duas turmas distintas acabaram se formando no mesmo ano, em 1961, após muita confusão para que uma delas fosse aceita pela universidade – com direito a greve, manifestações e paralisações.

Edifício Histórico da UFPR

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